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Messus: Segunda Aula

Mensagem por Cunobelinos em Seg Abr 02, 2018 7:20 am

Tópico para as impressões do exercício meditativo da Segunda Aula.
Também pode ser utilizado para descrever o processo de criação da própria Slattâ Druwidos
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A Árvore e a visão do Espírito

Mensagem por Raíza Klippel em Ter Abr 24, 2018 6:40 am

Boa noite pessoal, vim registrar minhas impressões desse primeiro exercício referente à segunda aula.

Fiz o exercício no Parque do Carmo, que é relativamente perto da minha casa, e escolhi uma árvore que na verdade já é velha conhecida. Infelizmente não sei e pesquisando não consegui descobrir qual é a espécie dela, mas é uma árvore que me chama a atenção desde que eu ia ao parque quando era criança pq aos meus olhos ela sempre pareceu um Ent - certeza que ela vai sair andando a qualquer momento haha.
Me sentei de frente para a árvore, encostada em outra, e sinto que consegui me concentrar relativamente rápido, pois essa área do parque é geralmente vazia e eu estava totalmente no silêncio. O único som era o do vento nas árvores. Em pouco tempo entrei num padrão curto de respiração, o que foi bastante curioso, pq apesar de sentir pouco ar entrando na inspiração, essa respiração era totalmente suficiente e não ofegante.
Visualizo a Árvore no limiar de um bosque denso; do lado esquerdo está o bosque escuro, e do lado direito há colinas verdes e ensolaradas. Toco seu tronco, sinto a aspereza e sinto o cheiro da vegetação. Seu galho mais longo se inclina e os galhos mais finos tocam o chão.
Vejo-me tornar uma pequena árvore ao seu lado, meio que protegida por sua sombra, e a sensação mais presente é a de ter também galhos longos e finos balançados pelo vento. Sinto a terra fria ao redor das raízes e o calor do sol nas folhas.
Agradeço a ela pela sombra, por ser minha guia, mas principalmente por me permitir conhecê-la há tanto tempo.
Quando inspiro profundamente e abro os olhos novamente, percebo que estava muito mais imersa do que imaginei que estaria.
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Awenâ: o Chamado

Mensagem por Raíza Klippel em Sex Abr 27, 2018 4:54 am

Nesse exercício percebi que a respiração entrou no mesmo ritmo e frequência do exercício anterior. Ao começar a entoar a Awen, percebo que a vibração da voz toma conta do corpo todo e isso ajuda no processo de relaxamento e imersão no exercício.
Me vejo sentada no mesmo local do exercício anterior; há um bosque denso e escuro do lado esquerdo, e colinas verdes do lado direito. O céu é claro e ensolarado, porém o clima é fresco. Visualizo os raios da Awen descendo primeiro sobre mim, e depois sobre a questão que coloquei em minha frente, até que a luz tomasse conta de tudo.
Não me preocupei com o tempo, então realmente não sei quantas vezes entoei a Awen até sentir alguma inspiração ou até o final do exercício. A "resposta", ou inspiração, que veio para mim foi inesperada (por mais que a gente evite, sempre há alguma expectativa). A resposta foi dar as mãos ao meu problema, aquietá-lo, e pedir que a inspiração ocorra a ele também. Entrar em equilíbrio e harmonia com essa questão, esse é o caminho.
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Awenâ: a Imersão

Mensagem por Raíza Klippel em Seg Maio 07, 2018 4:47 am

Realizando esse exercício, a sensação que prevaleceu durante e depois foi uma espécie de luto pelos nossos povos indígenas que foram tão explorados, massacrados e marginalizados. Antes do exercício, eu estava preocupada em não conseguir manifestar artisticamente minhas sensações ou reflexões, e o que aconteceu foi bastante curioso. Assim que terminei a imersão e abri os olhos, me veio à mente uma música do Nightwish que eu não ouvia há muuuitos anos, simplesmente por ser uma daquelas que não é tão "importante" em um álbum e por isso ela acabou caindo no esquecimento. Imediatamente eu fui ouvir a música de novo, dessa vez prestando atenção especial à letra, e eis que ela fala exatamente sobre isso: povos nativos perdendo os direitos sobre suas próprias terras e sua cultura, mas fala também sobre como esses povos resistem e encontram sua paz.
A música foi gravada em colaboração com o John Two-Hawks, que é um cantor indígena norte-americano da tribo Lakota. Vou deixar aqui uma tradução livre da letra, e também o link de um vídeo interessante que achei que une a música com cenas da série Into the West.

https://www.youtube.com/watch?v=FB6nCwoVCYw

Logo eu não estarei mais aqui
Você ouvirá minha história através do meu sangue
Através do meu povo e do lamento da águia
O urso interior nunca vai descansar

O homem branco veio
Viu a terra abençoada
Nós cuidamos, vocês tomaram
Vocês lutaram, nós perdemos

Não a guerra, mas uma luta injusta
Paisagens belamente pintadas em sangue

Vagando na estrada do horizonte
Seguindo o rastro de lágrimas
Estivemos aqui uma vez
Onde vivemos desde que o mundo começou
Desde que o próprio tempo nos deu essa terra

Nossas almas irão unir-se novamente ao selvagem
Nosso lar em paz e guerra e morte

Eu ainda sonho todas as noites
Com aqueles lobos, mustangs*, aqueles prados infinitos
Os ventos inquietos sobre os topos das montanhas
A fronteira intocada dos meus ancestrais
A terra sagrada do Grande Espírito
Eu ainda acredito
Em todas as noites
Em todos os dias
Eu sou como o caribou**
E vocês são como os lobos que me fortalecem
Nós nunca lhe devemos nada
Nossa única dívida é uma vida para com a nossa Mãe
Foi um bom dia para cantar essa canção para Ela

Nosso espírito estava aqui muito antes de vocês
Muito antes de nós
E aqui continuarão por muito tempo depois que o seu orgulho lhe conduza ao seu fim

*Mustang: cavalos selvagens dos Estados Unidos
**Caribou: um tipo de veado norte-americano

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Depois dessa obra de arte, nem tem mais o que ser dito né? Me arrepio inteira toda vez que ouço essa música agora. Espero que aproveitem!
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Embirannâ Marâ

Mensagem por Raíza Klippel em Ter Maio 15, 2018 6:27 am

Pela primeira vez, nesse exercício, senti que consegui imergir totalmente na meditação, perdendo quase que totalmente a noção do mundo real ao meu redor.
Depois de ritmar a respiração, comecei a entoar as palavras (Nemos, Mori, Talamû), uma de cada vez, enquanto tomava consciência da presença de cada Reino no meu corpo. Mas o momento total de imersão veio mesmo quando continuei entoando os Reinos, porém tomando consciência deles ao meu redor. Aos poucos senti como se eu mesma fizesse parte de tudo, como se eu fosse a própria Axis Mundi. A metade superior do meu corpo era leve e se estendia até a atmosfera e além. A região do umbigo era fria e ao redor de mim estava toda a água do mundo. A parte inferior do meu corpo era pesada e quente, e era como se estivesse enterrada e atingisse o interior da Terra.
Quando comecei a entoar também a Òram Mòr, atingi uma grande sensação de unidade. Conseguia sentir todos os Reinos em mim e ao meu redor. Não senti uma inspiração sobre algo que devesse ser harmonizado ou equilibrado. Mas, senti um calor e muita energia acumulada nas mãos, e uma necessidade de direcionar essa energia para algo. Me levantei, continuei entoando as palavras e depositei essa energia no meu galho de Carvalho com o qual farei minha Slattâ Druwidos, carregando-o.
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O Dânus Pessoal

Mensagem por Raíza Klippel em Qui Jun 14, 2018 7:09 am

Bom, nesse exercício eu fiquei um pouco em dúvida sobre como eu registraria minha resposta aqui sem precisar entrar em muitos detalhes. Sinto que pessoalmente, internamente, o exercício deu resultados muito bons. Algumas fichas caíram, registrei minhas impressões e pensamentos em detalhes logo depois do exercício, e toda vez que leio novamente o que eu escrevi, é como se um novo significado surgisse ou uma nova ficha caísse. Então foi bem produtivo.
Acho que em linhas gerais, respondendo algumas perguntas propostas pelo Wallace no texto, percebi dois fatores principais:
1) Certamente estou sabendo lidar um pouco melhor comigo mesma nos momentos de baixa da vida, no sentido de ser sábia, conhecer o que me faz mal e saber me afastar dessas coisas. Prezar pela minha saúde mental. Aka, sendo menos trouxa Wink
2) Sinto que em todos os âmbitos da vida estou um pouco à deriva, como se tudo que está ao meu alcance de ser feito já está sendo feito, e o que me resta agora é confiar de que estou nos caminhos certos e ver pra onde a maré me leva. É uma sensação um pouco angustiante a de simplesmente esperar ser levada pelos resultados das minhas ações, mas ainda assim sinto que devo confiar e continuar nos caminhos em que estou.
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A Árvore e a visão do Espírito

Mensagem por Deborah CM em Qui Jun 21, 2018 7:47 pm

Olá pessoal, um pouco atrasada colocando as coisas em ordem, vim registrar este exercício da segunda apostila.

A árvore que escolhi, é na verdade uma mini árvore que tenho no quintal de casa em um grande vaso, não sei o nome, mas ela tem mais ou menos a minha altura. Escolhi ela por ter grande afinidade já há tempos. Pertencia a minha avó quando ela morava na mesma casa que eu, e foi a única das plantas que ela não pode levar quando se mudou, e de certa forma me senti ainda mais conectada a ela pois parece que ela "escolheu ficar" comigo.
Bom, me sentei de frente para ela com as pernas cruzadas, rapidamente consegui me conectar e a visualização começou a fluir.
Depois de senti-la, fui me tornando igual a ela. Neste momento parecia que eu e ela estávamos maiores. Meu invólucro era totalmente rígido, já não havia mais a flexibilidade de um corpo humano, e neste momento pude sentir a sutil divisão entre ser um espírito e possuir um corpo, e assim compreender melhor o espírito que habita esta árvore a minha frente. Tive a impressão de conseguir algum tipo de contato ou comunicação com ela, não por palavras, mas sim alguma forma de transmissão de informação de forma mental (ou algo assim). A mensagem era algo como: "Independente daquilo que somos externamente, em essência somos todos iguais."
Antes de finalizar agradeci a ela pela companhia que tem me feito todos esses anos e pela ajuda neste exercício. Senti que nossa conexão ficou ainda maior.
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Awenâ: o Chamado

Mensagem por Deborah CM em Qui Jun 28, 2018 8:25 pm

Realizei este exercício mais de uma vez em diferentes momentos. Em todas as vezes senti que a primeira coisa que ocorre ao entoar Awen é o esvaziamento total da mente e foco apenas na vibração que ela produz.
Me vejo em um local totalmente vazio, branco e iluminado, onde os raios da Awen iluminam a mim e todo o ambiente. E com a mente mais tranquila e focada, a inspiração flui, e a resolução das questões se tornou mais fácil.
Percebi que não somente no exato momento do exercício, mas também ao longo do dia a minha vibração se tornou diferente, e ideias novas surgiram.
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Embirannâ Marâ

Mensagem por Deborah CM em Qui Jul 26, 2018 7:27 pm

Neste exercício consegui adentrar profundamente na conexão proposta.
A cada repetição das palavras "Nemos, Mori, Talamú" eu sentia meu corpo todo arrepiar, enquanto as sensações físicas eram bastante intensas, a respiração profunda se tornou automática, senti um leve formigamento nas mãos e o peso do meu corpo parecia ter aumentado.
Ao entoar Òran Mòr iniciei de uma forma rápida e ritmada, que foi ficando cada vez mais lenta. Nessa parte senti grande emoção, enquanto tive a visão de uma terra seca e infértil, que aos poucos recebeu dos céus a chuva que se conectou as águas dos rios, e nutriu essa terra que brevemente voltou a vida brotando muitas sementes; acompanhei o crescimento das folhas, flores, frutas, tudo com uma beleza incrível que preenchia todo o cenário. "A terra não pode florescer se o fluxo das águas estiver bloqueado". Tomei isso como algo importante para o meu momento.
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O Dânus Pessoal

Mensagem por Deborah CM em Qui Jul 26, 2018 7:48 pm

Achei esse exercício muito interessante e veio num momento em que estou bastante reflexiva em relação a minha vida, como não acredito em coincidencias, vejo isso como algo que realmente veio na hora certa.
Em linhas gerais, vejo que tudo que aconteceu na minha vida e tudo que fiz foi por meio de um impulso natural, como se a vida em si me levasse até determinados caminhos, combinando com minha vontade de trilhar, e mesmo que em determinados momentos quando eu olhei para trás eu não conseguisse enxergar um sentido ou conexão entre eles, através deste exercício ficou mais do que claro para mim que tudo se completa e tudo faz eu ser quem sou hoje e me beneficiou de alguma forma. Isso alivia uma ansiedade que sempre insistia em retornar no meu coração, e entendi que o que me resta é entregar e confiar nos próximos passos que irei dar, tentando sempre fazer o melhor que posso.
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Awenâ: a Imersão

Mensagem por Deborah CM em Sab Jul 28, 2018 5:12 am

Deixei este exercício por último pois queria realizar a manifestação artística com mais calma.
Na imersão vi várias cenas da natureza sendo destruída, sendo substituida pelo concreto cinza, perdendo sua beleza e ganhando uma aura que não sei bem como definir, mas é algo que causa uma certa ansiedade.
Porém eu pude ver algo como "não é possível reprimir as forças da natureza", e em meio a toda a cidade de concreto, em meio a uma pequena rachadura uma plantinha crescia, nos cantinhos das calçadas, entre paralelepípedos, como forma de resistência. Então quis representar essa força, essa resistência com algumas flores crescendo em uma rachadura no chão cinza (sim, na pintura não é nítido que a linha preta é uma rachadura no chão, mas o que vale é a intenção, espero rs)

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A árvore e o Espírito

Mensagem por LucBispo em Qua Ago 22, 2018 11:39 pm

Primeiramente eu queria pedir desculpas pela demora em fazer os exercícios. Como minha tia está com um sítio no interior está mais comum eu conseguir meditar junto a natureza, então espero esses momentos para praticar os exercícios de maneira mais séria (apesar de todo dia fazer exercícios para treinar a meditação e visualização, uma vez que não vejo quase nada). Mas realizarei todos os exercícios até o fim do ano!

Indo para o assunto dessa resposta:
O exercício foi realizado na chácara dos meus tios, no interior (Pinhalzinho) ao lado de uma castanheira portuguesa. Como tenho muita dificuldade em visualização (quase sempre vejo apenas o preto e nenhuma imagem) utilizei um incenso de alfazema para me ajudar na concentração e meditação.

Comecei a meditação com respirações profundas e lentas para tentar relaxar o máximo possível e mapeando meu corpo pra encontrar possíveis tensões que poderiam estar me atrapalhando.

Como o esperado, a maior parte do tempo eu só via o preto, não conseguindo visualizar nem a árvore que escolhi nem o ambiente no qual eu estava sentado meditando. Até que, por um instante, consegui ver uma imagem muito rápida de uma flor e uma abelha (não me pergunte por que rsrs).

Algum tempo passou e eu consegui visualizar uma silhueta semelhante a de uma árvore e parecia muito ser a castanheira, mas cheia de folhas (no mundo físico ela estava sem folhas).

Mesmo não visualizando claramente ela cheia de detalhes, prossegui a meditação e me senti semelhante a ela e, apesar de nenhuma comunicação, senti que ela já viu muitas coisas que envolvem os humanos e, nesse momento, um pensamento aleatório (ou não) veio em minha mente: “Será que elas se lembram de toda desumanidade dos humanos?” e um pensamento de senzala veio em minha mente. Isso me motivou a pesquisar se lá em Pinhalzinho havia alguma, em específico naquele lugar. E sim, parece que havia uma grande senzala no bairro que eu estava, ou seja, a árvore disse isso pra mim?

No fim do exercício, eu agradeci mentalmente a minha companheira de meditação e vi, por um instante, claramente a árvore e uma forma espelhada dela (uma em pé e suas raízes, na verdade, era ela mesma de ponta cabeça), como se significasse algo. Como se fosse alguma mensagem.            

Quando estava arrumando minhas coisas, fiquei pensando sobre a meditação e lembrei o que ouvi – pássaros, folhas quebrando, gados, ventos e.... motores de máquinas. E esse ultimo me fez sentir algo que sempre pensei: “Estamos invadindo os ambientes da natureza e, realmente matando-a.”. somei essa sensação com outra que tive durante o exercício – a sensação de que a árvore não estava feliz em me ajudar na meditação por algum receio – e isso faz sentido, porque se os humanos fazem mal, não é na primeira vez que ela se abrirá com um, porque é natural ter medo de alguém desconhecido se grande parte da raça dele mata a sua, mesmo que esse alguém tenha intenções claras e boas. Talvez esse final tenha ficado confuso rsrsrs.

A duração do exercício foi de, aproximadamente 30 minutos.
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Awenâ – o Chamado

Mensagem por LucBispo em Qua Ago 22, 2018 11:41 pm

Dessa vez eu utilizei um incenso de Jasmim para ajudar no relaxamento e estimular o meu terceiro olho para a visualização, além de ter colocado uma música calma que me remetia à floresta e paz.

Fechei os olhos e fiz respirações lentas e profundas – nove vezes – e depois deixei o ritmo do meu corpo seguir um padrão de respiração. Uma vez com o corpo solto, o mapeei procurando tensões escondidas e encontrei uma entre minhas sobrancelhas, desfiz a tensão, mas ela voltou muitas vezes, mesmo comigo tentando relaxar.

Dentro de minha mente, só pensava em ver um local na natureza a céu aberto. Ficava repetindo mentalmente o que queria, mas só via puro e completo preto. Decidi não escolher um objetivo para chamar a inspiração. Queria apenas senti-la e devolve-la aos céus.

Um pouco frustrado com não conseguir visualizar nada, comecei a entoar a palavra Awen como um mantra. A vista toda preta se alternava com flashes do que parecia ser um ambiente verde e cheio de folhas (flashes de microssegundos). Veio-me uma sensação de ver uma pessoa em pé na beira de um morro (senti que poderia ser uma pedra ou um mirante de praia) e senti que uma luz descia sobre ele. Eu digo que senti isso porque não tenho certeza se visualizei isso, não sei explicar.

Depois desse momento, vi o todo preto ficar arredondado e se transformar no símbolo da árvore da vida em tons de preto.

Satisfeito pela experiência, ergui as mãos e entoei a Awen mais forte e com mais energia. Nesse momento senti um calor em todo meu corpo e, ao terminar, senti como se estivesse numa bolha de energia e quente.

Calmamente, abri os meus olhos e olhei para as palmas das mãos e posso jurar que, conforme eu as aproximava, via elas envoltas por uma luz dourada.
Mais tarde, durante o banho, comecei a refletir sobre a meditação e cheguei a um questionamento: “Será que a Awen, a inspiração divina, é a própria vida? Que foi representada pela árvore da vida na minha meditação ao entoar Awen.”
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Dânus Pessoal

Mensagem por LucBispo em Qua Ago 22, 2018 11:41 pm

Para realizar esse exercício meditativo, utilizei um incenso de Alfazema para ajudar na concentração e meditação.

Comecei com respirações lentas e profundas para relaxar todas as tensões do corpo até ter consciência apenas da minha mente.

Iniciando a meditação, procurei na raiz de alguns problemas dos meus dias atuais, como a questão da separação dos meus pais e busquei lembranças de meus pais juntos. Foi quando percebi que não consegui acessar tais memórias, me lembrando de apenas momentos a partir da época da separação.

Falando nesse assunto, essa foi a primeira mudança profunda na minha vida. Eu tinha controle sobre aquilo? Não. Eu cresci com isso? Não. Pelo contrário, foi a partir dessa data que passei a sentir sintomas físicos fruto da ansiedade, mas, filosofando sobre isso, me perguntei “por que?”. Cheguei à resposta que isso foi fruto de um egoísmo, pois se eles não estavam bem, porque deveriam ficar juntos apenas para eu ficar feliz?

Sobre meu sonho pessoal, fui desviado de meu caminho por cinco anos, mas tomei uma das decisões mais importantes da minha vida – mudar de faculdade para seguir meu sonho!

O próximo tópico sobre minha meditação foi que sempre foi muito fácil fazer as pessoas gostarem de mim (afetivamente, não amorosamente) e me perguntei por quê? Todos dizem que sou uma pessoa boa, mas será que realmente sou? Será que eu apenas não demonstro uma coisa que não sou? Não achei a resposta e essa parte da meditação me deixou bastante pensativo.

Procurando por padrões na minha vida, eu percebi que sempre que começo novas coisas, eu tendo a não levar para frente por algum motivo, mas quando levo, minha felicidade é sempre recompensada. Tenho medo de coisas novas, mesmo quando sei que é algo bom pra mim.

Percebo também que, quando criança, gostava de viajar, e uma foto com meu irmão numa viagem veio em minha mente nitidamente, mas agora eu prefiro ficar em casa. Percebi que isso é porque fiquei mais introvertido com todos e não sei o motivo.

Teve um assunto que sempre vinha em minha mente, mas sempre fugi por não me sentir preparado para refletir sobre.
Eu acho que fugi do objetivo da meditação, pois não tenho ideia de qual foi meu Dânus e nem como o utilizei.

O exercício durou 30 minutos.
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Embiramâ Marâ

Mensagem por LucBispo em Qua Ago 22, 2018 11:42 pm

Considero que este foi o exercício mais forte e mais impactante e o que mais me gerou bem estar.

Comecei o exercício respirando devagar e padronizado, aquietando a mente e sentindo cada centímetro do meu corpo.

Uma vez consciente daquele momento e do meu tempo (esquecendo tudo o que acontecia ao redor) comecei as inspirações e expirações com momentos de apneia sugerido. Senti como o ar entrava e saia, e como ele é importante para trazer a vida. Quando comecei a entoar “Nemos” senti uma sensação aérea, leve, flutuante e minha visão, ao invés de tudo preto, ficou tudo claro e azulado.

Prosseguindo no exercício, levei toda a intenção da consciência para a região do meu peito, para sentir a batida do coração e o sangue que era pulsado, mas quando entoei “mori” não tive nenhuma sensação com a anterior.

O terceiro passo da meditação foi senti o próprio corpo, e consegui ter essa consciência satisfatoriamente e, ao entoar “nemos. Mori. Talamû”, senti tudo ganhar peso e rigidez.

Partindo para a próxima etapa da meditação, comecei a focar no que eu ouvia do céu – ventos, folhas das árvores, pássaros e sinos – e isso já me trouxe uma sensação de paz e um arrepio começou a subir pela minha espinha até o redemoinho da cabeça. Depois pensei no abaixo e senti a vida dos organismos que habitam o subsolo, as raízes das árvores e nossas águas internas e senti certo mistério que não sei explicar. O último passo, a terra, e nessa hora pensei em todos nós, e no que fazemos com o mudo e meu ânimo se reduziu um pouco.

Agora, quando pensei na união dos três reinos, senti uma profunda alegria, a potência do arrepiou ampliou absurdamente e dei uma risada involuntária. Senti uma vontade de gritar para o muindo todo escutar minha excitação e então comecei a entoar “Nemos. Mori. Talamû. Oran Mor.” E a sensação de flutuação aumentou, como se visse tudo em uma bolha – vi pássaros voando e vi, mais uma vez (como no exercício a árvore e o espírito), uma árvore refletida. Me senti completo e pleno. Cada vento que batia era como se fosse um balde de energia pura e adrenalina e felicidade sendo jogado em mim. Percebo que se olhamos a natureza de perto, a Òran Mòr é a canção mais linda que existe e nada precisa ser mudado. Tudo é sereno. Tudo é equilibrado. Sem os humanos.

Entoei a Awen para encontrar uma desarmonia na grande canção e como fazer para ajudar. Percebi então que os reinos do céu e do abaixo são leves, mas o do meio é pesado, e esse peso é gerado por nós. Por toda a energia que liberamos em guerras, em crimes ambientais, em egoísmos e até no estresse das pessoas no fim do dia. E é nesse último que eu tenho, por enquanto, como mudar. Sinto a necessidade de pensar em algo para levantar a energia das pessoas que pegam metrô no fim do dia, por exemplo. Isso contribuiria para a melodia delas serem mais leves e belas. É nessas pequenas mudanças que as mudanças maiores acontecem.

Confesso que, com tanta animação, tanta felicidade, esqueci de voltar para os padrões de respiração, e voltei a mexer meu corpo e, lentamente, abri os olhos, e vi a natureza mais verde, as luzes do Sol mais claras e vivas.

Arrumando minhas coisas para deixar o lugar que meditei, juro que ouvi um sussurro vindo do topo da árvore em que estava. Parecia meu nome: “Lucas”.
O exercício, apesar de intenso, durou apenas 25 minutos.
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Junção dos conceitos

Mensagem por LucBispo em Qua Ago 22, 2018 11:43 pm

Nunca fui bom e correlacionar conceitos, mas vamos lá.

Tudo na nossa vida é uma coisa só. Todos os eventos que acontecem nela. Todos os sentimentos fazem parte dela. Todos os pensamentos também.
Pelo que entendi, a nossa vida é um detalhe da Grande Canção e, consequentemente, ela engloba absolutamente tudo o que acontece e que sentimos, pois como disse anteriormente, não se pode separar nenhum elemento da vida.

Eu ainda estou curioso com a minha visão da árvore da vida ao entoar a Awen e me faz sentido pensar que quando pedimos a inspiração divina para algo, na verdade, pedimos força de vontade e coragem para realizar aquilo que queremos e que já temos dentro de nós mesmos.

Tentarei resumir meu pensamento sem parecer muito confuso: Através da Awen, nós temos coragem e força para realizar tudo o que queremos em nossa vida, transformando o nosso Dânus em algo positivo e utilizando-o para alcançar a felicidade. Com essa felicidade e bem estar consigo mesmo atraímos a nossa soberania. E através de tudo isso, acredito que é dado o primeiro passo para entrarmos em unidade com o Todo, junto com a Grande Canção.
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