Messus: Terceira Aula

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Re: Messus: Terceira Aula

Mensagem por Cunobelinos em Qui Maio 11, 2017 4:47 am

ingridbits escreveu:1° exercício: consegui me conectar e me deu vontade de rir.

2° exercício: sensação de mudança.

1º Exercício: é difícil ver algo de errado na alegria. Então creio que tenha sido um exercício bem sucedido.

2° Exercício: a sensação de mudança é esperada, uma vez que são exercícios para sutis transformações pessoais. Se sentiu a mudança, acredito ser satisfatório, mas tente dar uma descrição um pouco mais ampla nos próximos.
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resposta messus terceira aula

Mensagem por netogabiru em Seg Jul 10, 2017 2:40 pm

Awen
Ao executar o exercício de meditação da Névoa, sou obrigado a dizer que a princípio tive um pouco de dificuldade em conseguir me desligar dos sons exteriores (executei-a no fundo do meu prédio, em que há uma área verde (alguns arbustos e gramado). Não aconteceu de prima, foi apenas na quarta vez que consegui a conexão necessária. Além disso, na ocasião em que consegui completar o exercício, levei um tempo maior que o da meditação da segunda aula sugeria (mensurar tempo é meio difícil, por não querer levar nada que estipulasse essa "prisão"), para que a respiração druídica tivesse efeito. No momento em que consegui me conectar, senti minha pernas ficando mais geladas, ao passo que sentia meu tórax e cabeça ficando mais quentes (confesso que suei muito na superior do meu corpo).
Nessa parte da meditação, ao me imaginar passando pelo portal e observando o outro lado, consegui apenas um vislumbre de estar numa posição mais baixa, em meio a uma floresta que imagino não ser brasileira (por conta da falta de arbustos abaixo das árvores, como estamos acostumados. Lembrava uma floresta de eucaliptos, mas eu não sentia que as árvores eram dessa espécie. Eu estava em uma posição mais baixa, como dito, aonde havia uma névoa muito densa em toda sua extensão (até onde a vista alcançava), e acima da elevação ou morro, entrava a luz do sol diagonalmente, misturando as silhuetas das árvores do lugar e suas sombras dentro dessa névoa. Retornei desse exercício e me senti bastante cansado o restante do dia. Tive um sono muito profundo nessa noite e nele, a visão apareceu em meu sonho do mesmo modo, apenas um vislumbre.

Reflexão tribo e terra
Percebo que estamos desconectados com o que éramos no passado. Ao avançarmos tecnologicamente, acabamos por nos afastar daquilo que nos era mais familiar. A sensação que temos, ao estar no dia a dia acordando -, trabalhando - dormindo acaba por entorpecer a percepção do quanto necessitamos estar em contato com a natureza.
A começar pelo nosso clã: a maioria de nós, tem seus familiares dispersos pelo país (no meu caso, tenho meu pai morando em João Pessoa com uma irmã caçula, uma irmã morando no Acre, um irmão morando no interior de Mato Grosso e apenas minha mãe mora próximo, aqui em Cuiabá). A partir disso, desenvolvemos a dificuldade em juntarmos em tribos.
Em meu caso específico, conheço muita gente mas tenho pouco amigos de fato. Não sei se isso é algo comum ou natural em nosso atual momento com outras pessoas, mas é o que ocorre comigo.
Ao menos, tenho a sorte de ter um grupo de amigos que compartilha essa visão mais voltada para a comunhão de pessoas, sem necessariamente ter de haver uma confraternização. Imagino que seria algo parecido com a idéia que temos de tribos. A partir desse grupo, sempre que possível, acampamos e/ou vamos aos rios da Chapada dos Guimarães/MT para passar o dia juntos, conversarmos e comermos juntos, partilhando o tempo e os alimentos.
Por fim, vivemos um tempo que é dicotômico: ao mesmo tempo em que ansiamos viver nesse mundo tecnológico, queremos e sonhamos com uma vida tranquila, rodeado por natureza, com seus sons característicos e sua calmaria. Quero crer que isso atue em algumas pessoas, que querem retornar ao seio da terra, que querem sentir novamente sua energia, enquanto a maioria segue imersa nesse mundo que a mim, acaba por fazer cada vez menos sentido.
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Re: Messus: Terceira Aula

Mensagem por Winie em Ter Jul 11, 2017 5:38 am

Boa noite!

Meditar não é algo muito difícil para mim e a respiração fica condicionada aos três tempos e flui bem.
A meditação da nevoa, assim como a primeira da arvore, foi bem de entrega e sentimentos de desaceleração e calmaria. Usei um aplicativo com sons de floresta e umas gotas de essência de menta para ajudar na imersão, virou uma nevoa refrescante e revigorante. Foi bem legal.

Sobre a meditação do portal foi um pouco "estranha" porque é como se eu tivesse adormecido aos pés da minha arvore guia e afundado nela, me tornando parte nesse quase "afogamento", confesso que me senti quase alice caindo na arvore por uns instantes, mas como se tivesse sida abraçada e puxada para baixo. Ao descer encontrei janelas, não exatamente névoa, abri uma delas e percebi um campo aberto e verde e pequenos seres voando.
Não me lembro como retornei a "superfície" é como se tivesse acordado do tal sono e percebido que aquele era o outro mundo. Por duas vezes foi assim e acho que estou muito dorminhoca.
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Re: Messus: Terceira Aula

Mensagem por Danielle Fernanda em Ter Jul 18, 2017 6:57 pm

Meditação da névoa
A meditação foi bem parecida com o primeiro exercício da árvore, após sentir o tronco, galhos e folhas veio a névoa, ela estava um pouco úmida e gelada. Fiquei um tempo sentindo ela passar pelos meus galhos e folhas e no momento de começar a retornar ela se dissipou.

Meditação do portal
Iniciei repetindo o mesmo passo da meditação anterior e então ainda na forma de árvore em meio a nevoa avistei uma porta como da casa de um hobbit, me transformei em humana e a arvore que estava ao meu lado soltou suas raízes e me acompanhou para ver o portal. Ao abrir a porta me deparei com longas escadas que levava a um bosque, ao olhar para ao fundo dele, percebi que havia vários outros mundos.

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Re: Messus: Terceira Aula

Mensagem por Cecília Macedo em Ter Jul 18, 2017 7:14 pm

Visualização da névoa e portal
Entrei em um estado calmo e meditativo e pude visualizar a névoa ela era densa e fria, me lembrou das manhas gélidas e úmidas de inverno. Senti ela aumentar em volta do meu ser e preencher todo o espaço, neste momento eu não estava mais próxima ao mundo material e nem ao portal para o outro mundo. Estava apenas na névoa, este limiar entre os dois mundos me faz pensar onde estamos neste momento. Será que ali é estar em lugar algum? Tem como estarmos em lugar algum? O verbo estar denota a ideia de permanecer em algum lugar, então, a névoa seria um local, um mundo intermediário, um mundo de ligação entre dois ou mais mundos? A névoa se dissipa e eu posso visualizar o meu portal, passo por ele e visualizo o meu espaço sagrado, observei ele com mais calma, sentei sobre a relva e olhei cada imagem que sempre esteve ali, desde a primeira vez que cheguei. Em seguida, levanto e me dirijo em direção ao portal, mas agora para ir a outro mundo.

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Re: Messus: Terceira Aula

Mensagem por etiennie em Dom Ago 13, 2017 11:34 pm

foi bem tranquilo essa meditação, pois o Outro mundo já é local que vou com alguma frequência, principalmente para aquietar meus pensamentos.
sempre é muito tranquilo e me trás uma paz muito raro no nosso dia a dia.
algumas vezes tem uma senhora no local, mas desta vez estava só eu e o som dos pássaros.
já o segundo exercício senti o cheiro do mar e a brisa do mar e me senti acolhida. retornei com a certeza de estar fazendo as escolhas certas.
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Re: Messus: Terceira Aula

Mensagem por Leonni Moura em Seg Set 11, 2017 3:09 am

Exercício “O Chamado”, aula 3

Fiz esse exercício de frente para o meu altar, com uma vela acesa. Comecei então com a respiração, conforme o exercício pedia, e fui esvaziando a mente aos poucos. Isso demorou alguns minutos já que no início eu não estava tão focado e relaxado, mas no final, quando os pensamentos foram se acalmando, pensei em uma questão específica e resolvi trabalhar nela. Comecei a entoar o Awen ao mesmo tempo que visualizava o céu, antes nublado, se abrir e se iluminar, descendo até mim os três raios do Awen. A luz aquecia não só minhas mãos e meus ombros, mas também como todo o meu corpo, me acalentando, me acalmando, me dizendo de certa forma que, para todo problema, há uma solução, ainda que eu não a tenha encontrado nesse exercício. Trabalhei então com a luz do Awen junto com o meu problema, e quando achei já ter sido o suficiente, visualizei a luz se recolhendo e o trabalho que eu acabara de criar, desaparecendo. Levei alguns segundos para voltar e me centrar em mim mesmo, e finalizei o exercício. Não obtive tanto sucesso nesse exercício como nos outros, mas acredito que se praticar mais, eu possa ter uma experiência mais satisfatória.

Exercício “A Imersão”, aula 3

Como estou com dificuldades de sair na rua por várias ocorrências de furto e violência no meu bairro, decidir fazer esse exercício dentro do meu próprio apartamento de frente para o meu altar. Tentei transportar a minha visualização para uma forma de poesia, inspirado rusticamente na Canção de Amergin, e o resultado é o seguinte (não sou nenhum fili! Rs):

Antes eu fui a terra com minhas colinas,
Subidas e descidas,
Até a linha férrea me trespassar e me privar das alturas.

Antes eu fui o rio com meus meandros,
Água límpida e cheia de peixes,
Até a sujeira chegar e me privar da pureza.

Antes eu fui a vegetação com minhas copas,
Copas em tons de verde e castanho,
Até o machado me privar dos pêlos do meu corpo.

Hoje eu sou a terra plana sustentando a morada dos homens,
Hoje eu sou o rio que leva embora sua sujeira,
Hoje eu sou a vegetação exótica trazida por eles e sua própria ausência.
Fui mutilada, fui turvada, fui despida.

Mas amanhã então serei a terra com minhas subidas e descidas,
Amanhã serei o rio límpido e cheio de peixes
E amanhã serei a vegetação que existia com as copas castanhas e verdes.

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A Imersão - Aula 3

Mensagem por Gabriele Feitosa em Dom Out 08, 2017 6:05 am

Experiência MARAVILHOSA.

Há muito tempo que eu não consigo usar da minha criatividade.
A imersão, o buscar a inspiração, me permitiu escrever sem me criticar...

Espero que apreciem! É sobre Paranapiacaba, distrito da cidade de Santo André e sede do EBDRC de 2017.

Que fizeram do teu povo Guaianás?
Vós que habitastes os campos da Capitania de São Vicente,
Senhores da Serra de onde se pode ver o mar?

Por que homens brancos?
Barão de Mauá e seus amigos ingleses,
Por que escolher a trilha dos Guainás para ligar o planalto ao mar?

A terra dos Guaianás agora é vila de acampamento.
Eis o alto da serra, sendo rasgado!
Máquinas, ferros e vagões...
O tal do “ouro preto” viajando nas grandes máquinas à vapor!

Eis um sulco pela planície,
Deslizando rápida e soltando fumo...
São 76 quilômetros
Transformando o sob e desce da vida social do Brasil para o mundo...

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A meditação - Aula 4

Mensagem por Gabriele Feitosa em Dom Out 08, 2017 6:17 am

Não sei se não era o momento, ou o local, mas para esta meditação, só vivenciei neblina.
Apenas eu envolto a neblina.

* Tentarei novamente nesta semana.

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Re: Messus: Terceira Aula

Mensagem por Cunobelinos em Ter Fev 20, 2018 2:39 am

Thiago R. N. Silva escreveu:Oi, boa noite
Foi bem bacana para mim, fazer todos os dois exercícios. Me senti muito bem, inclusive no segundo.
No primeiro senti uma energia muito forte entrando pelas minhas mãos. Elas vibravam e senti meus braços pesarem a medida que a energia ia entrando no meu corpo. Meu rosto começou a fervilhar também e senti meu corpo ser preenchido também, porém de maneira mais leve por essa sensação. Me senti muito bem.
Quanto ao segundo exercício me senti bastante confortável. Pude sentir em um momento claramente um índio me olhar, ficar na minha frente e me encarar fixamente e depois seguir com o resto da sua tribo. Não me senti mal com as mudanças que ocorreram ao longo do tempo em todo o local em que eu fiz o exercício. Senti claramente todo o conflito e alterações que ocorreram, o sofrimento e as disputas, a dominação dos europeus e posterior alteração no ambiente nativo até chegar a cidade como ela se encontra. Mas mesmo assim senti que nada de modo algum fica perdido, que as essência do local, de tudo que existiu e como existiu continuará sempre alí, nunca poderá ser apagada, não importa o número de alterações que aconteçam. Isso ficou bem forte em mim, então não havia motivo para lágrimas ou qualquer sentimento semelhante, porque de certa forma tudo é parte de um grande plano, de algo muito maior, que vai muito além do que se pode perceber na simples contemplação dos fatos acontecidos. Algo inesperado no momento certo acontece para mudar o rumo do que aparentemente é um ciclo de degradação sem fim. Algo a partir disso é edificado. Essas foram as minhas percepções e sensações que vieram durante a realizaçao do exercício.
Em um determinado momento perdi totalmente a minha forma e isso é uma coisa muito louca, digo pra vcs... Parece um giro, uma expiral louca que vc quase perde a consciencia do que é vc (so pra deixar claro que nao uso nenhum tipo de droga, kkkkkkk....  Apenas alcool e muito raramente) Perder por um momento toda a sua proporção e noçao de tamanho é doido e isso ainda me assuta, (já aconteceu antes em outros exercícios, inclusive em um outro druídico que eu fiz). Pude me sentir parte de tudo, eu era tudo. As arvores, o ceus, os rios, a natureza, as tribos indígenas que haviam no local, os europeus que chegaram, o negros que foram escravizados, estar e fazer parte da mente de cada um, seus sentimentos, idéias, sensações, objetivos e sonhos foi fascinante!! O contraste e a unicidade de tudo isso e ser tudo isso foi fantástico. Sentir também a cidade, as ruas, a brisa, o povo como ele é com suas alegrias e tristezas foi muito gratificante.
Retornei com uma sensação muito boa de integração e unidade com o todo, com tudo ao meu redor e me senti mais forte e centrado, capaz de fazer qualquer coisa!!

Awen /|\

Luz e Paz a todos

Boa noite, Thiago, desculpe a demora.

Sua descrição do primeiro exercício indica que você conseguiu uma boa imersão, inclusive conseguindo absorver bem a corrente celeste, o que era um dos objetivos do mesmo. Ao que parece, conseguiu uma boa percepção sensorial durante a prática. Parabéns.

As memórias do segundo exercício foram muito bem descritas. Em alguns lugares, os espíritos do local ainda são fortes, assim pode não ter sido simplesmente uma memória residual do ambiente, mas o espírito de um antigo índio realmente a te olhar. A sua percepção foi bastante precisa. Tudo aquilo que a Terra foi outrora ainda vive, podendo ser acessado e servindo como base para o novo. Contudo, esse passado ainda pode ser acessado por aqueles com forte capacidade de imersão espiritual. A tontura e a perda de forma também são comuns, pois indicam a imersão da consciência no ambiente, tornando desnecessária a forma física. Por vezes esse estado pode ser meio demorado de "voltar", mas não parece ter sido o seu caso. Seu exercício, portanto, me parece absolutamente bem sucedido. Parabéns!

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Re: Messus: Terceira Aula

Mensagem por Cunobelinos em Ter Fev 20, 2018 5:54 pm

netogabiru escreveu:Awen
Ao executar o exercício de meditação da Névoa, sou obrigado a dizer que a princípio tive um pouco de dificuldade em conseguir me desligar dos sons exteriores (executei-a no fundo do meu prédio, em que há uma área verde (alguns arbustos e gramado). Não aconteceu de prima, foi apenas na quarta vez que consegui a conexão necessária. Além disso, na ocasião em que consegui completar o exercício, levei um tempo maior que o da meditação da segunda aula sugeria (mensurar tempo é meio difícil, por não querer levar nada que estipulasse essa "prisão"), para que a respiração druídica tivesse efeito. No momento em que consegui me conectar, senti minha pernas ficando mais geladas, ao passo que sentia meu tórax e cabeça ficando mais quentes (confesso que suei muito na superior do meu corpo).
Nessa parte da meditação, ao me imaginar passando pelo portal e observando o outro lado, consegui apenas um vislumbre de estar numa posição mais baixa, em meio a uma floresta que imagino não ser brasileira (por conta da falta de arbustos abaixo das árvores, como estamos acostumados. Lembrava uma floresta de eucaliptos, mas eu não sentia que as árvores eram dessa espécie. Eu estava em uma posição mais baixa, como dito, aonde havia uma névoa muito densa em toda sua extensão (até onde a vista alcançava), e acima da elevação ou morro, entrava a luz do sol diagonalmente, misturando as silhuetas das árvores do lugar e suas sombras dentro dessa névoa. Retornei desse exercício e me senti bastante cansado o restante do dia. Tive um sono muito profundo nessa noite e nele, a visão apareceu em meu sonho do mesmo modo, apenas um vislumbre.

Reflexão tribo e terra
Percebo que estamos desconectados com o que éramos no passado. Ao avançarmos tecnologicamente, acabamos por nos afastar daquilo que nos era mais familiar. A sensação que temos, ao estar no dia a dia acordando  -, trabalhando - dormindo acaba por entorpecer a percepção do quanto necessitamos estar em contato com a natureza.
A começar pelo nosso clã: a maioria de nós, tem seus familiares dispersos pelo país (no meu caso, tenho meu pai morando em João Pessoa com uma irmã caçula, uma irmã morando no Acre, um irmão morando no interior de Mato Grosso e apenas minha mãe mora próximo, aqui em Cuiabá). A partir disso, desenvolvemos a dificuldade em juntarmos em tribos.
Em meu caso específico, conheço muita gente mas tenho pouco amigos de fato. Não sei se isso é algo comum ou natural em nosso atual momento com outras pessoas, mas é o que ocorre comigo.
Ao menos, tenho a sorte de ter um grupo de amigos que compartilha essa visão mais voltada para a comunhão de pessoas, sem necessariamente ter de haver uma confraternização. Imagino que seria algo parecido com a idéia que temos de tribos. A partir desse grupo, sempre que possível, acampamos e/ou vamos aos rios da Chapada dos Guimarães/MT para passar o dia juntos, conversarmos e comermos juntos, partilhando o tempo e os alimentos.
Por fim, vivemos um tempo que é dicotômico: ao mesmo tempo em que ansiamos viver nesse mundo tecnológico, queremos e sonhamos com uma vida tranquila, rodeado por natureza, com seus sons característicos e sua calmaria. Quero crer que isso atue em algumas pessoas, que querem retornar ao seio da terra, que querem sentir novamente sua energia, enquanto a maioria segue imersa nesse mundo que a mim, acaba por fazer cada vez menos sentido.

Boa noite, Neto, desculpe a demora.

A dificuldade de se desligar dos sons é normal. A experiência ajuda nesse processo, mas existem momentos em que é realmente impossível. É bom insistir nesse caso, mas caso a dificuldade se mostre grande, é normal deixar para outra ocasião. A medida de tempo é apenas sugestiva, não precisa levá-la de modo literal. Porém, sua percepção sensorial nas extremidades inferiores e superiores do corpo mostrou que atingiu um bom grau de imersão. A passagem parece ter sido efetuada com sucesso, principalmente por ter voltado a surgir nos sonhos. A prática de meditação regular costumam ter influências nos sonhos, que tendem a se tornar mais nítidos e fáceis de se lembrar. O cansaço pode ter sido relacionado às suas várias tentativas consecutivas. Não é um problema, ao menos se você realizou a meditação em um dia de folga rs

Sua reflexão sobre a Tribo e a Terra foi bastante profundas. É bem visível a realidade que descreveu, principalmente no fato de nos entorpercermos de atividades a ponto de esquecermos o contato com a Terra. A sociedade alterou a nossa visão de clã, para uma em que as pessoas vivem cada vez mais distantes, buscando suas realidades de forma individual ao invés de coletiva. Mas, como você também percebeu, é normal que encontremos nossos "clãs de espírito", de pessoas que partilham muitas das nossas visões. A sua conclusão é uma visão bastante clara dos anseios do homem atual, que anseia por um caminho, mas sente falta do outro. Parabéns por ela.
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Re: Messus: Terceira Aula

Mensagem por Cunobelinos em Qua Fev 21, 2018 2:08 am

Winie escreveu:Boa noite!

Meditar não é algo muito difícil para mim e a respiração fica condicionada aos três tempos e flui bem.
A meditação da nevoa, assim como a primeira da arvore, foi bem de entrega e sentimentos de desaceleração e calmaria. Usei um aplicativo com sons de floresta e umas gotas de essência de menta para ajudar na imersão, virou uma nevoa refrescante e revigorante. Foi bem legal.

Sobre a meditação do portal foi um pouco "estranha" porque é como se eu tivesse adormecido aos pés da minha arvore guia e afundado nela, me tornando parte nesse quase "afogamento", confesso que me senti quase alice caindo na arvore por uns instantes, mas como se tivesse sida abraçada e puxada para baixo. Ao descer encontrei janelas, não exatamente névoa, abri uma delas e percebi um campo aberto e verde e pequenos seres voando.
Não me lembro como retornei a "superfície" é como se tivesse acordado do tal sono e percebido que aquele era o outro mundo. Por duas vezes foi assim e acho que estou muito dorminhoca.

Boa noite, Winie, desculpe a demora.

A utilização de elementos sonoros é uma alternativa que é muito útil. Parabéns pela inovação. Pela sua descrição, a meditação atingiu seu objetivo, apesar de esperar alguma descrição do que viu além da névoa. Mas até aqui, está satisfatório.

Sobre a segunda meditação, é um processo diferente do comum, mas ainda esperado. A "descida" é mais comum nos processos do xamanismo, mas a forma como se manifesta importa menos que o resultado. É a forma como se alcança o Outro Mundo. Sua descrição, portanto, ainda bate com uma meditação funcional. Parabéns!
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Re: Messus: Terceira Aula

Mensagem por Cunobelinos em Qua Fev 21, 2018 3:11 am

Danielle Fernanda escreveu:Meditação da névoa
A meditação foi bem parecida com o primeiro exercício da árvore, após sentir o tronco, galhos e folhas veio a névoa, ela estava um pouco úmida e gelada. Fiquei um tempo sentindo ela passar pelos meus galhos e folhas e no momento de começar a retornar ela se dissipou.

Meditação do portal
Iniciei repetindo o mesmo passo da meditação anterior e então ainda na forma de árvore em meio a nevoa avistei uma porta como da casa de um hobbit, me transformei em humana e a arvore que estava ao meu lado soltou suas raízes e me acompanhou para ver o portal. Ao abrir a porta me deparei com longas escadas que levava a um bosque, ao olhar para ao fundo dele, percebi que havia vários outros mundos.

Boa noite, Dani, desculpa a demora.

Sobre a primeira meditação, você parece ter atingido uma boa percepção sensorial sobre a névoa, podendo perceber sua temperatura e umidade. Seria interessante tentar desprender um pouco essa percepção para além da névoa com a prática. Mas parece ter sido um resultado satisfatório.

A segunda meditação parece ter sido bem mais intensa. Interessante a sua descrição, uma vez que o lar dos Sidhe costuma ser descrito como estando dentro das colinas (como as casas dos Hobbits, de certa forma rs). A árvore que te acompanhava provavelmente serviu como uma guardiã sua. Se houver uma nova oportunidade, seria interessante pedir a ela mais informações sobre quem ela é. E por fim, sua percepção sobre os vários mundos é bastante acurada, ainda que a forma que tenham se manifestado para você seja bastante única. Mas é basicamente isso: o Outro Mundo é múltiplo. Parabéns :-)
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Re: Messus: Terceira Aula

Mensagem por Cunobelinos em Seg Fev 26, 2018 10:06 pm

Cecília Macedo escreveu:Visualização da névoa e portal
Entrei em um estado calmo e meditativo e pude visualizar a névoa ela era densa e fria, me lembrou das manhas gélidas e úmidas de inverno. Senti ela aumentar em volta do meu ser e preencher todo o espaço, neste momento eu não estava mais próxima ao mundo material e nem ao portal para o outro mundo. Estava apenas na névoa, este limiar entre os dois mundos me faz pensar onde estamos neste momento. Será que ali é estar em lugar algum? Tem como estarmos em lugar algum? O verbo estar denota a ideia de permanecer em algum lugar, então, a névoa seria um local, um mundo intermediário, um mundo de ligação entre dois ou mais mundos? A névoa se dissipa e eu posso visualizar o meu portal, passo por ele e visualizo o meu espaço sagrado, observei ele com mais calma, sentei sobre a relva e olhei cada imagem que sempre esteve ali, desde a primeira vez que cheguei. Em seguida, levanto e me dirijo em direção ao portal, mas agora para ir a outro mundo.

Boa noite, Cê, desculpe a demora.

A sua descrição traz reflexões muito importantes. Quando trabalhamos as jornadas, onde estamos realmente? Aqui, no Outro Mundo ou em nenhum lugar além dele. No meu entendimento, estamos observando com nossos sentidos interiores, mas como estes são os olhos (e ouvidos, etc...) do espírito, eles se tornam também a porta para os mundos exteriores, do qual o limiar pode se apresentar de muitas formas, aquele momento de indefinição onde toda nossa percepção se nubla, aqui manifesta na forma da Névoa, mas que pode adquirir inúmeras outras manifestações. Sobre o seu exercício, a sua descrição foi bastante clara, portanto creio que podemos considerá-lo como bem-sucedido.
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Re: Messus: Terceira Aula

Mensagem por Cunobelinos em Ter Fev 27, 2018 9:28 pm

etiennie escreveu:foi bem tranquilo essa meditação, pois o Outro mundo já é local que vou com alguma frequência, principalmente para aquietar meus pensamentos.
sempre é muito tranquilo e me trás uma paz muito raro no nosso dia a dia.
algumas vezes tem uma senhora no local, mas desta vez estava só eu e o som dos pássaros.
já o segundo exercício senti o cheiro do mar e a brisa do mar e me senti acolhida. retornei com a certeza de estar fazendo as escolhas certas.

Boa tarde, Etiennie, desculpe a demora.

O hábito de visitar o Outro Mundo torna tudo mais natural mesmo. O encontro com entes locais também é comum, mas não é o objetivo principal do exercício, então não há problema em não tê-la encontrado.

Sobre o segundo exercício, esse costuma ser um sinal de que Manannán está atuando como guia da meditação, o que é quase sempre um ótimo sinal.

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Re: Messus: Terceira Aula

Mensagem por Cunobelinos em Sab Maio 05, 2018 3:10 am

Leonni Moura escreveu:Exercício “O Chamado”, aula 3

Fiz esse exercício de frente para o meu altar, com uma vela acesa. Comecei então com a respiração, conforme o exercício pedia, e fui esvaziando a mente aos poucos. Isso demorou alguns minutos já que no início eu não estava tão focado e relaxado, mas no final, quando os pensamentos foram se acalmando, pensei em uma questão específica e resolvi trabalhar nela. Comecei a entoar o Awen ao mesmo tempo que visualizava o céu, antes nublado, se abrir e se iluminar, descendo até mim os três raios do Awen. A luz aquecia não só minhas mãos e meus ombros, mas também como todo o meu corpo, me acalentando, me acalmando, me dizendo de certa forma que, para todo problema, há uma solução, ainda que eu não a tenha encontrado nesse exercício. Trabalhei então com a luz do Awen junto com o meu problema, e quando achei já ter sido o suficiente, visualizei a luz se recolhendo  e o trabalho que eu acabara de criar, desaparecendo. Levei alguns segundos para voltar e me centrar em mim mesmo, e finalizei o exercício. Não obtive tanto sucesso nesse exercício como nos outros, mas acredito que se praticar mais, eu possa ter uma experiência mais satisfatória.  

Exercício “A Imersão”, aula 3

Como estou com dificuldades de sair na rua por várias ocorrências de furto e violência no meu bairro, decidir fazer esse exercício dentro do meu próprio apartamento de frente para o meu altar. Tentei transportar a minha visualização para uma forma de poesia, inspirado rusticamente na Canção de Amergin, e o resultado é o seguinte (não sou nenhum fili! Rs):

Antes eu fui a terra com minhas colinas,
Subidas e descidas,
Até a linha férrea me trespassar e me privar das alturas.

Antes eu fui o rio com meus meandros,
Água límpida e cheia de peixes,
Até a sujeira chegar e me privar da pureza.

Antes eu fui a vegetação com minhas copas,
Copas em tons de verde e castanho,
Até o machado me privar dos pêlos do meu corpo.

Hoje eu sou a terra plana sustentando a morada dos homens,
Hoje eu sou o rio que leva embora sua sujeira,
Hoje eu sou a vegetação exótica trazida por eles e sua própria ausência.
Fui mutilada, fui turvada, fui despida.

Mas amanhã então serei a terra com minhas subidas e descidas,
Amanhã serei o rio límpido e cheio de peixes
E amanhã serei a vegetação que existia com as copas castanhas e verdes.

Boa noite, Leonni, desculpe a demora. Mas finalmente estou conseguindo responder a todos rs

Exercício: O Chamado

Sua descrição foi muito boa. No caso, o que pode ter atrapalhado o sucesso pleno do exercício tenha sido a própria dificuldade de concentração no início. Mas como já citei, tudo é uma questão de prática, não apenas pela experiência, mas também por existirem dias em que a concentração simplesmente não funciona. Mas acredito ter sido um bom exercício em um dia não tão bom para a sua concentração.

Exercício: A Imersão

Sobre o lugar, não se preocupe. Somos pessoas do mundo moderno e estamos sujeitos a esse tipo de problema. Mas o resultado da sua canção mostra que atingiu muito bem os objetivos do exercício. Belíssimo, Leonni, uma belíssima demonstração de Inspiração pura, que chega a emocionar. Meus sinceros parabéns por isso Smile
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Re: Messus: Terceira Aula

Mensagem por Cunobelinos em Ter Maio 29, 2018 5:50 am

Gabriele Feitosa escreveu:Experiência MARAVILHOSA.

Há muito tempo que eu não consigo usar da minha criatividade.
A imersão, o buscar a inspiração, me permitiu escrever sem me criticar...

Espero que apreciem! É sobre Paranapiacaba, distrito da cidade de Santo André e sede do EBDRC de 2017.

Que fizeram do teu povo Guaianás?
Vós que habitastes os campos da Capitania de São Vicente,
Senhores da Serra de onde se pode ver o mar?

Por que homens brancos?
Barão de Mauá e seus amigos ingleses,
Por que escolher a trilha dos Guainás para ligar o planalto ao mar?

A terra dos Guaianás agora é vila de acampamento.
Eis o alto da serra, sendo rasgado!
Máquinas, ferros e vagões...
O tal do “ouro preto” viajando nas grandes máquinas à vapor!

Eis um sulco pela planície,
Deslizando rápida e soltando fumo...
São 76 quilômetros
Transformando o sob e desce da vida social do Brasil para o mundo...

Boa noite, Gabrielle, mil perdões pela demora.

O exercício certamente foi bem sucedido, uma vez que permitiu que se utilizasse da Awen para criar uma obra de pura inspiração e de ligação íntima com o lugar que a gerou. Com certeza, meus parabéns!
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Re: Messus: Terceira Aula

Mensagem por Cunobelinos em Ter Maio 29, 2018 5:53 am

Gabriele Feitosa escreveu:Não sei se não era o momento, ou o local, mas para esta meditação, só vivenciei neblina.
Apenas eu envolto a neblina.

* Tentarei novamente nesta semana.

Nenhum problema, é um exercício que exige não apenas a prática, mas também estar no humor e na frequência energética apropriada. Quando não funciona em um dia, pode funcionar em outro.
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