Messus: Segunda Aula

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Messus: Segunda Aula

Mensagem por Cunobelinos em Sex Jan 01, 2016 1:24 am

Tópico para as impressões do exercício meditativo da Segunda Aula.
Também pode ser utilizado para descrever o processo de criação da própria Slattâ Druwidos
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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por PATRICIA FELTRIM em Seg Jan 04, 2016 10:57 pm

Para esta segunda aula, o exercício meditativo foi em seus momentos, extremamente relaxantes e reconfortantes.
O contato com a natureza, com a essência dos seres à nossa volta, possuem a capacidade de alterar a nossa própria energia,
nos domina com tanta satisfação e sutileza que energeticamente transmuta as nossas energias.
A sensibilidade de se conectar às árvores, e receber sua gentil energia, respirar o ar e ser capaz de sentir a nós mesmos, tocando o chão com os pés, como raízes.
Ainda que em mim existisse a habilidade de expressar sensações, ainda assim, não conseguiria descrever a magia que existe em deixar de lado, a dor, doenças, tristezas, angústias que por vezes sentimos, e receber no contato com as árvores o amor, a luz, o revigorar de toda a nossa energia.
Sempre lembrar que podemos parar um instante e nos conectarmos diretamente com a natureza, e sabermos que nós somos parte dela!


Sobre o ramo de prata, colhi sua madeira e darei prosseguimento em sua realização, conforme as coisas forem desenrolando, pedirei auxílio se necessário.

Gratidão
Paty Feltrim
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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por Cunobelinos em Qua Jan 13, 2016 6:34 am

Muito bom, Paty; é perceptível que tem alguma facilidade meditativa e capacidade de se desprender bem do seu 'eu' de carne. Isso será muito proveitoso para você no futuro.
Suas impressões foram satisfatórias, a importância do ar, da luz, e tocar o chão como raízes, entendendo as árvores como suas irmãs.
Parabéns Smile
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Meditação, a árvore e a visão do espírito

Mensagem por Robert Wagner Allaron em Qui Jan 14, 2016 2:18 am

As bases do Druidismo Cap. III

De certo em nenhuma outra cultura, vemos a árvore desempenhando um papel tão sagrado e constante, embora eu já não a veja mais como antes, pois agora eu reconheço o quão importante é o seu valor além de ser um magnífica elo/portal entre os mundos.
A princípio na meditação me senti um pouco desajustado, mas na medida em que fui interagindo aos poucos fui sentindo lentamente todo o meu corpo, interagindo no meio em que me encontrava, me sentindo como uma árvore aos poucos me propiciou uma vasta sensação de relaxamento, senti uma certa empatia pela árvore sobre a qual comecei minha meditação.
Após algum momento, além de senti-la comecei a ver sua pulsação que acompanhava as batidas de meu coração, como se eu pudesse me comunicar com ela, quando aprofundei minhas raízes na terra, tive a sensação de segurança, de conforto, por um bem estar por ter minhas raízes profundas na Terra Mãe.

Abraços e paz a todos.
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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por Paulo Gibaldi em Dom Jan 17, 2016 9:41 pm

Boa noite, desculpe pela demora.
Tirei o dia pra ir até um parque que tem perto de casa, demorei um pouco para me concentrar por causa do movimento e do frio.
A princípio segui os passos do exercício: Escolhi a árvore, sentei, relaxei e comecei a visualização, mas a partir desse momento minha mente não conseguiu continuar, me sentia como parte da árvore e não como um igual. Não sei se é pq eu estava sentado embaixo das folhas... mas enfim, foi um experiência bem agradável.

Até mais Very Happy

Paulo Gibaldi

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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por Maycow Guimarães em Qui Jan 21, 2016 4:40 pm

Boa tarde! Exercício muito agradável e excelente, próximo onde moro tem muitas árvores Smile o exercício nos centra, e pude notar que além da conexão com a árvore, no meu caso foi uma amendoeira, me senti conectado com lugares mais distantes, perto das arvores tem um planalto, e pude sentir como se estivesse bem perto de mim, e agora quando passo perto sinto a paisagem de uma forma diferente, parece que andei por todo o local. vou fazer esse mesmo exercício em outros locais pra ver os resultados! Bênçãos pra todos! Awen
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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por Maycow Guimarães em Qui Jan 21, 2016 4:45 pm

Gostaria de saber se alguém tem imagens do Slattâ Druwidos feitos por vcs?
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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por Hugo Cezar F. Gondim em Seg Jan 25, 2016 11:13 pm

Boa Noite.

Ainda não realizei o ritual de consagração do Slatta Druwidos, mas construí minha liturgia ritual para a ocasião. Planejo realizar o rito depois de Lughnasadh, quando é propícia a colheita de algo que foi feito ou plantado. Enviei para o Wallace, e sob a orientação dele, pediu para que compartilhasse com os/as demais colegas do fórum. É uma liturgia ritual que realizo e reinvento com o tempo da prática druídica no dia a dia, principalmente como um druida solitário. Eu adaptei liturgias de diversos grupos e autores, e a partir do que já realizo nos festivais sazonais, construí minha consagração do Slatta Druwidos. Isso não quer dizer que você tenham de concordar ou comprar a ideia, já que o druidismo possibilita liturgias diversas, pessoais e intuitivas, dependendo de cada um. Esta é uma característica do druidismo que me agrada: poder construir meu próprio ritual. E espero que você possa se interessar pela leitura e possa, caso queira, se utilizar dela da melhor forma possível. Vão constar o passo a passo do rito de consagração que irei realizar. No mais li as experiência positivas dos colegas acima, e realmente fiquei encantado. Estou ansioso por colocar em prática a liturgia que segue abaixo. Um abraço!

Ritual de Consagração do Slattâ Druwidos


Preparação

1. Construído/Reformando o Slattâ Druwidos a partir da madeira do Angico-Branco e enfeites/símbolos, deve-se preparar o dia e o local marcado para o ritual de consagração, as roupagens adequadas, os material necessários, adornos pessoais, oferendas, aspectos do altar, dentre outros detalhes. Banhar o centro de Sol e Lua. Realizar descanso antes do ritual.

Lista de afazeres:

2. No dia marcado, pela manhã e em jejum, deverá ser feito um banho de higienização pessoal e purificação espiritual com o Angico Branco anteriormente ao rito. Lembrando sempre que nesse processo é necessário mentalizar os objetivos rituais.

Banho:

Na noite anterior ao ritual, utilizar folhas e/ou flores do Angico Branco colhidas com respeito, mergulhando-as em água limpa fervida. Com a infusão, na manhã do dia seguinte, banhar-se do colo para baixo, mentalizando sua conexão externa com a árvore. Mentalize o poder cicatrizante, depurador, anti-inflamatório e hemostático do Angico Branco curando o ser, livrando-o das doenças, feridas e inflamações nos três níveis: corpo, mente e alma.

3. Preparar e tomar o chá de cascas de Angico-Branco anteriormente ao ritual, para que ajude na concentração dos objetivos e para conectar-se a arvore escolhida, ingerindo sua força vital através de uma infusão, tornando-se um só com ela.

Chá de Angico-Branco:

Com água fervente, colocar 9 pedaços pequenos de casca de Angico-Branco. Deixe descansar e esfriar por alguns minutos. Adoce com mel, já que as abelhas se atraem pelas flores brancas dessa árvore. Ao ingerir tal chá, mentalize sua energia vital se conectando com o seu interior. O poder digestivo, depurador, expectorante e antialérgico são mentalizados adentrando e curando os três níveis do ser: corpo, mente e alma.


Meditação

Deve-se retomar a meditação feita no dia da colheita, meditação do qual foi disponibilizado no material do Ramo de Carvalho. Você escolheu o Angico Branco e com as folhas, flores, cascas e levou para seu altar e seu corpo, consagrando e honrando o espírito da árvore. Sente-se confortavelmente, inspire 3 vezes profundamente e relaxe a mente. Retorne ao bosque sagrado e encontre o Angico Branco, se conectando a Terra e se tornando novamente um com ele. Agradeça sua presença, conhecimentos e bênçãos, e assim pode começar a realizar as ações rituais.

Permissão

Em respeito aos ancestrais locais, peça a permissão para iniciar o ritual. Projetando seus pensamentos a eles, diga:

“Ancestrais locais,
Espíritos guardiões da terra,
Seres que a habitam,
Honrados sejam.

Peço sua permissão e bênção,
Para dar inicio a este ritual
De consagração de meu cetro druídico
E conexão com o Angico Branco.

Dedico em seu nome
Este mel e este tabaco
Em lembrança de vós
Ancestrais dessa Terra.”

Oferta: Mel e Tabaco.

Inspiração

Invocar 9 vezes a Awen, em forma de mantra batendo levemente 3 vezes consecutivas no tambor, dizendo primeiramente:

“Os três raios de cálida luz descem do céu sobre o meu corpo, minha mente
e minha alma.
Os três raios de cálida luz descem do céu sobre meu pensamento, minha
voz e meu gesto.
Os três raios de cálida luz descem do céu sobre minha cabeça, minhas mãos
e meu coração.
Por nove vezes, os três raios de cálida luz descem do céu, vinde!”

* Á-U-EM *

Direções

Se voltar a cada direção e saudar, apelando para que a paz emane para todas por nove vezes na eternidade, como Morrighan fez no fim da batalha de Moytura. Coloque cada objeto em seu lugar e direção (Espada, Lança, Caldeirão e Pedra), delimitando o espaço sagrado, o Nemeton, os portais do Outro Mundo se abrindo. Por fim, saúde a centralidade do espaço druídico criado.

Leste

“No Leste está Espada Incansável de Nuada
da qual nenhum guerreiro inimigo escapa.
Saúdo a direção de onde provém toda prosperidade e riqueza
Paz até os céus por nove vezes na eternidade.”



Sul

“No Sul está a Lança Flamejante de Lugh
Incontrolável quando avistava o alvo.
Saúdo a direção de onde provém toda a música e eloqüência,
Paz até os céus por nove vezes na eternidade.”

Oeste

“No Oeste está o Caldeirão Insecável de Dagda
que a todos alimenta, cura e satisfaz.
Saúdo a direção de onde provém todo conhecimento e sabedoria,
Paz até os céus por nove vezes na eternidade.”

Norte

“No Norte está a Pedra do Destino,
que anuncia quando um verdadeiro rei.
Saúdo a direção de onde provém toda batalha e heroísmo,
Paz até os céus por nove vezes na eternidade.”

Centralidade

“Aqui fazem-se presentes os poderosos e inestimados
tesouros mágicos dos Tuatha de Danann.
Saúdo a centralidade de onde provém toda realeza e primor,
Paz até os céus por nove vezes na eternidade.”

Tríades

Recitar ou cantar as nove tríades abaixo para se conectar ao conhecimento ancestral contido nelas. Em cada uma delas respire fundo, enchendo os pulmões e diga as palavras para estabelecer o contato e ouvir com atenção. No fim, acender 3 velas, que serão as luzes que reluzirão todas essas palavras antigas em seu ritual.

“São três as qualidades dos homens:
Honrar os deuses;
Não fazer nada de mal;
Praticar a bravura.”


“São três as fontes do conhecimento:
O pensamento;
A intuição;
O aprendizado.”

“São três as coisas nas quais nunca devemos desviar:
Os juramentos;
Os deuses;
A verdade.”

“São três as coisas tão rápidas uma como a outra:
O relâmpago;
O pensamento;
O auxílio dos Deuses.”

“São três as razões para suplicar aos Deuses:
Porque isto é um prazer para mim;
Para ser um amigo dos Sábios;
E porque minha alma é imortal.”

“São três as coisas obtidas pelos que ouvem os Deuses:
Iluminação;
Sabedoria;
Clareza.”

“São três os fundamentos da espiritualidade:
A lareira como altar;
O trabalho como adoração;
O serviço como sacramento.”

“São três os recursos da humanidade:
A inteligência;
O amor;
A oração.”

“São três velas que iluminam qualquer escuridão:
O conhecimento;
A natureza;
As verdade.”

Ação: acender 3 velas.

Oração

Com o Ramo de Prata, cantar a oração abaixo:


O SAGRADO TRÊS
MINHA FORTALEZA SEJAS
CIRCUNTANDO-ME
VINDE E FICAI EM VOLTA
O MEU LAR E MINHA MORADA


Invocação

“Nove vezes as ondas quebram no oceano
Nove vezes eu clamo

Pelos senhores e musas dos Mares
Pelos nossos protetores nos altos Céus
Pelos que nos nutrem e firmam na Terra
Nove vezes as ondas quebram no oceano
Nove vezes pelos deuses e deusas clamo

Por quem ousou conhecer e saber
Por quem teve dúvida em seus caminhos
Por quem tem o fogo na cabeça
Nove vezes as ondas quebram no oceano
Nove vezes pelos sábios e inspirados clamo.

Por aqueles que aqui viveram antes de mim
Por aqueles que trouxeram essa sabedoria até mim
Por aqueles que deram origem a mim
Nove vezes as ondas quebram no oceano
Nove vezes pelos meus ancestrais clamo.

Nove vezes as ondas quebram no oceano
Nove vezes eu clamo”



Bosque

Colocar as folhas/bolotas de Carvalho no altar e dizer:

“Habilidade de um Artífice, o Trabalho Bem Feito, a Árvore Mais Exaltada, o Carvalho, movendo-se rapidamente, diante dele estremecem céus e terras. Carvalho peço o teu auxílio no bosque, através do raio. Dentre todas as árvores, é tu a mais resistente e forte. Esteja comigo mesmo na tempestade mais desoladora.”

Colocar as folhas/cascas/pinhas do Pinheiro no altar e dizer:

“Grito mais alto, Início da Resposta, Início do Chamado, Famosos são os pinheiros que fazem música para mim. Pinheiro eu peço teu auxílio no bosque, através do vento. Dentre todas as árvores, é tu a mais bela no alto monte. Esteja comigo mesmo no inverno mais torrencial.”

Colocar as folhas/galhos/flores do Angico Branco no altar e dizer:

“Farinha Branca Seca, Guirlanda de Anteras Serpenteadas, Fantasma na Floresta, o Angico Branco é delicado e gracioso como um conselho do Outro Mundo. Angico Branco eu peço teu auxílio no bosque, através da terra. Dentre todas as árvores, é tu a mais branca e destacada. Esteja comigo mesmo na queimada mais violenta.”

Declaração

Na presença do meu povo
Na presença dos deuses e deusas
Na presença dos sábios e inspirados
Na presença dos meus ancestrais
Em contemplação no bosque
Diante a imensa generosidade do Universo
E sendo grato pela minha parte
Eu vos saúdo e peço bênçãos e proteção
Declaro o início do rito de consagração
De um objeto muito importante para mim
Aqui ele está, meu cetro druídico.
Honra ao Angico Branco.

Ação: colocar o cetro diante o altar.

Purificação do Objeto

Material: Vela e Água

Passando o fogo com cuidado pelo objeto, levando seu calor para a madeira, diga:

“O fogo purifica! O fogo destrói! O fogo transforma! O fogo queima e livra esse cetro de druida do mal, da ignorância e dos vícios!”

Espargindo água com cuidado pelo objeto, levando seu frescor para a madeira, diga:

“Água límpida, sanativa, incessante e verdadeira. Água que flui das nascentes do mundo. Eu lavo esse cetro de druida nos nove raios do sol, como a mãe lavou seu filho em suas tristes lágrimas.”

Ação Ritual

Erguer o objeto e dizer o seu propósito:

“Este é o Cetro de Druida que servirá de apoio entre os mundos. Essa madeira será meu centro de onde vem meu alimento, e eu serei para ela uma folha no alto céu e uma raiz no mais profundo da terra. Servirá para meu trabalho espiritual, de agora em diante. Eu selo um compromisso com o Angico Branco e com o bosque. Sua presença será respeitada e honrada, como um guia dessas terras. Madeira forte e leve, fibrosa e branca, tu será minha viga de construção. O mel produzido de suas flores adoçará tudo que tocar. As doenças e feridas externas e internas cicatrizará em meu trabalho. Serei como tu, branco e distinto no bosque e tu me ensinará a ser exuberante, forte e alto, mesmo com folhas tão pequeninas e flores tão delicadas. Em ti amarro o couro da vaca, onde amarro as flores, amarro a coruja, amarro os nove poderes, amarro também o poder do três, amarro sem dúvida os três raios, amarro o rei dos bosques, amarro metal, amarro o mar e as ondas, amarro em ti meus melhores pensamentos.”

Consagração do Objeto

Material: Vela e Água

Espargindo água com cuidado pelo objeto, levando seu frescor para a madeira, diga:

“Quando o vento leste é constante, a força da onda cresce. Vai para o ocidente, passando sobre esse cetro de druida. Indo para a terra do poente, além dos mares verdejantes. Sempre quer ir para o Ocidente, passando novamente sobre ele.”

Passando o fogo com cuidado pelo objeto, levando seu calor para a madeira, diga:

“O fogo que forma as belezas enche esse objeto de luz, vida e poder. O amor está na sua aparência, a benevolência em sua função, o orvalho do mel em sua ação, a sua respiração é como o incenso.”

Encerramento

"Na presença do meu povo,
desde o começo da vida,
na visão dos deuses
e dos não-deuses,
Em homenagem à imensa generosidade do universo,
Eu agradeço pela minha parte."

"Dou por encerrado este ritual."

/|\ Awen
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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por Cunobelinos em Sab Fev 06, 2016 10:31 pm

Robert Wagner Allaron escreveu:As bases do Druidismo Cap. III

De certo em nenhuma outra cultura, vemos a árvore desempenhando um papel tão sagrado e constante, embora eu já não a veja mais como antes, pois agora eu reconheço o quão importante é o seu valor além de ser um magnífica elo/portal entre os mundos.
A princípio na meditação me senti um pouco desajustado, mas na medida em que fui interagindo aos poucos fui sentindo lentamente todo o meu corpo, interagindo no meio em que me encontrava, me sentindo como uma árvore aos poucos me propiciou uma vasta sensação de relaxamento, senti uma certa empatia pela árvore sobre a qual comecei minha meditação.
Após algum momento, além de senti-la comecei a ver sua pulsação que acompanhava as batidas de meu coração, como se eu pudesse me comunicar com ela, quando aprofundei minhas raízes na terra, tive a sensação de segurança, de conforto, por um bem estar por ter minhas raízes profundas na Terra Mãe.

Abraços e paz a todos.

Muito bom, Wagner, essa é a principal ideia do exercício, a de buscar uma empatia com a árvore e, através dela, buscar a integração com todo o ambiente ao redor. O fato de ter conseguido mesclar a pulsação da árvore com as suas próprias batidas do coração mostra que atingiu um nível muito alto de integração, portanto conseguiu realizar o exercício com perfeição. Parabéns Smile
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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por Adriano Lobo em Qua Fev 10, 2016 6:54 pm

Excelente tarde a todos.

A meditação foi inusitada.
Já é de costume fazer meditação no seio da Natureza. Ficou mais fácil ainda, já que moro na roça e tenho em meu quintal a presença e benção de várias Arvores, Arbustos, Flores e todos os tipos de Irmãos que aqui habitam ou visitam.
Costumo tomar um banho de ervas e fazer uma conexão através de pequenas orações antes de qualquer atividade.
Segui para o quintal, e fui andando perto da Árvores mais antigas da casa. Logo senti atração justamente pelo Pé de Jamelão que fora “morto” pelo antigo proprietário.
Dispensei o chamado, por achar um tanto estranho, um tronco enraizado, isento de folhagem sinalizar no meu íntimo. Fui adiante. Passei pela Cajazeira, Amendoeira, Graviola, Bananeiras (várias por sinal), Jabuticabeira...Depois de refazer o percurso, retornei à Jabuticabeira e novamente senti o chamado. Todas as Árvores que toquei, compartilharam impressão, mas, a Jabuticaba, carecia de uma certa comunicação mais profunda. Anda fiquei observando aquele enorme tronco “sem vida verde”, tentando entender que tipo de conexão iria ter com ele.
Me sentei em frente a ela e relaxei.
Fui ficando leve e com a sensação de estar levitando. Me sentia desfragmentando, me desfazendo do meu eu físico, me tornando energia desforme. Logo senti meus pés mais fixos no solo quente e úmido. Nesse momento, fiquei desconfortável, pois qualquer sensação que me traga ao estado de calor, me desalinha totalmente. Bem, foi rápido esse momento quente. Logo senti o solo mais fresco... Olhei com a mente e me vi o que seria meus pés, raízes fortes, buscando a mais profunda escuridão. Estava me transformando na Jabuticabeira. Fui tomando a forma que ia além do tronco decapitado. Cresci até criar as folhas, copar e expandir no que poderia ter sido aquela majestade.
Me senti pleno junto com ela... Agradeci a experiência, Reverenciei e gratifiquei este Ser tão frondoso que foi um dia.
O chamado aconteceu justamente para me fazer sentir a vida que ainda pulsa ali. A esperança da Vida, foi o sentido do nosso reencontro.
/|\
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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por Ariana Mauricio em Qua Fev 10, 2016 9:31 pm

Gente, fiz a meditação indoor. Estamos no inverno aqui na Irlanda e se não bastasse o frio, o ventinho de 90 km/h quase todo dia nesse inverno não agrega muito valor nas caminhadas ao ar livre. hehehehe =p

Bom, eu visualizei uma árvore que é centro das atenções em Wicklow, nas montanhas aqui pertinho. Me vi caminhando pela trilha que leva até ela, parando em frente ao lago de Glendalough. Ali comecei a meditar e a esvaziar a mente e iniciei o processo de visualização para me tornar árvore. Entretanto, fui parar no topo de alguma colina, com uma única árvore.

Ao começar a me transformar em árvore eu senti meu corpo retorcer em espiral, minhas pernas desceram profundamente e os meus cabelos esticaram até o céu (parecia rapunzel). Apesar de ser de dia quando cheguei na colina, no momento que virei árvore meus cabelos se conectaram a lua (uma luz prateada descia e meus cabelos ficaram meio que brancos).

Continuei girando em espiral durante o processo até que fui voltando ao normal, retornei para colina, agradeci a árvore e despertei (não voltei para a paisagem do lago novamente).

Vou postar o exercício da terceira aula em breve.
=**
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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por Fah Gimenes em Qui Fev 11, 2016 9:15 pm

Salve a todos!
Peço desculpas por postar minhas respostas de exercícios em atraso!

Fiz a minha meditação em uma mata mais fechada que tem na cidade...
Como ja dividi em aula, minha impressão sobre a meditação foi muito boa, agradável, senti uma paz interior que não saberia explicar com palavras.
No entanto pretendo pratica-la pois a mim faltou a visualização, entretanto me foi gratificante! A conexão com as raízes foram o que mais me marcou, pela sutileza e força da energia que senti nos meus pés.

------------------------------------------
Slatta Druwidos*

Eu farei. Eu desejo ter a  Slatta Druwidos* no entanto já caminhei em alguns lugares em busca da ''madeira'' pois não gostaria de retirar de uma arvore (coisa que farei somente se não encontrar um pedaço de madeira que me chame a atenção).

Ou seja, sim! Estou caminhando sem ''ermo'' de certa forma em busca de um pedaço de madeira que me atraia..(rs) parece doido eu sei, mas acredito nesse processo e o reconheço melhor para mim, já que confio no fluxo das energias... a visualizo como  uma madeira lisa ..clara possivelmente, na qual tenho pretensões de entalhar por pirografia alguns simbolos que me agradam e leio bem suas energias moduladoras e invocatórias!

Assumo que estou ansiosa por faze-lo, mas até mesmo a espera vejo como ensinamento.
"Ao nos encontrarmos e a  Slatta Druwidos ficar pronta, com prazer divido fotos com todos."


Bençãos Plenas! /|\
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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por Cunobelinos em Sex Fev 19, 2016 4:38 am

Paulo Gibaldi escreveu:Boa noite, desculpe pela demora.
Tirei o dia pra ir até um parque que tem perto de casa, demorei um pouco para me concentrar por causa do movimento e do frio.
A princípio segui os passos do exercício: Escolhi a árvore, sentei, relaxei e comecei a visualização, mas a partir desse momento minha mente não conseguiu continuar, me sentia como parte da árvore e não como um igual. Não sei se é pq eu estava sentado embaixo das folhas... mas enfim, foi um experiência bem agradável.

Até mais Very Happy

Uma resposta ainda apropriada, Paulo. Você teve uma experiência de integração com a árvore, uma sensação que ainda não era a buscada, mas ainda é completamente válida. Mas a posição tem uma parte da responsabilidade sim, pois é comum mesclar as energias com as da árvore quando se está em contato direto com ela Smile
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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por Cunobelinos em Dom Fev 21, 2016 12:02 am

Maycow Guimarães escreveu:Boa tarde! Exercício muito agradável  e excelente, próximo onde moro tem muitas árvores Smile o exercício nos centra, e pude notar que além da conexão com a árvore, no meu caso foi uma amendoeira, me senti conectado com lugares mais distantes, perto das arvores tem um planalto, e pude sentir como se estivesse bem perto de mim, e agora quando passo perto sinto a paisagem de uma forma diferente, parece que andei por todo o local. vou fazer esse mesmo exercício em outros locais pra ver os resultados! Bênçãos pra todos! Awen

Exercício realizado com a plenitude, Maycow, pois a ideia principal era justamente a busca da identificação com a árvore e o seu meio externo. Fico muito feliz que tenha se empolgado com ele Smile

Sobre a Slattâ Druwidos, eu tenho fotos da minha, serve? rs
Ela exigirá alguma informação: ela foi feita em madeira de pau-ferro, árvore nativa conhecida pela sua resistência (e uma das minhas favoritas para a criação de bastões ritualísticos), que foi lixada e defumada; a base, onde eu o seguro, foi feito com a entoação de encantamentos e intenções a cada volta do barbante, o qual ficou embebido em uma mistura de ervas e água por nove dias e nove noites. Na parte superior, eu entalhei e pintei (com nanquim) o símbolo da Awen, e as palavras (em Keltikâ Labarâ) AWENÂ, BRIXTÂ, DEDMÂ, ISARNOM ("Awen", "Feitiço", "Rito", "de Ferro"), usando o Alfabeto de Lugano, que foi usado para registrar as poucas inscrições em língua lepôntica.

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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por Thiago Widugenos em Qui Mar 03, 2016 12:52 am

Primeiramente gostaria de deixar claro que talvez minha experiência, por se tratar de uma gnose pessoal, está sujeita à minha percepção e compreensão do meu relato.
Bom, eu escolhi um bosque que fica em um município no entorno de minha cidade. Escolhi tal lugar pois existe uma Saboneteira (Sapindus saponaria) que parecia me chamar.
Logo me pus na tentativa de meditar, mas algo me agonizava, me senti ruim, como se algo agressivo tornava o local "pesado".
Comecei a notar muito lixo no entorno durante a segunda visita em uma outra tentativa, e em minha percepção, entendi que essa agressividade poderia ser decorrente de uma relação não harmoniosa entre as pessoas que frequentavam aquele lugar e os espíritos locais, assim, antes de me retirar fiz questão de recolher o lixo e limpar o local.
Na terceira visita, levei fubá e fumo como oferenda aos espíritos nativos para apaziguar a situação, e pedi a eles permissão. Algum tempo depois senti conforto e me sentei as raízes da Saboneteira. Depois de relaxar, senti dormência em todo meu corpo, senti meus membros inferiores se fundirem as raízes e logo comecei a sentir a árvore em sua plenitude. As raízes se comunicando com sua imensa rede de rizosfera, cheia de fungos e bactérias simbióticas; sua respiração através dos estômatos contidos em cada folha. Senti e tive consciência das orquídeas, bromélias e liquens que em conjunto estavam ali, se comunicando. Foi uma sensação incrível, apesar do grau de dificuldade inicial.

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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por Thiago Widugenos em Qui Mar 03, 2016 12:53 am

Primeiramente gostaria de deixar claro que talvez minha experiência, por se tratar de uma gnose pessoal, está sujeita à minha percepção e compreensão do meu relato.
Bom, eu escolhi um bosque que fica em um município no entorno de minha cidade. Escolhi tal lugar pois existe uma Saboneteira (Sapindus saponaria) que parecia me chamar.
Logo me pus na tentativa de meditar, mas algo me agonizava, me senti ruim, como se algo agressivo tornava o local "pesado".
Comecei a notar muito lixo no entorno durante a segunda visita em uma outra tentativa, e em minha percepção, entendi que essa agressividade poderia ser decorrente de uma relação não harmoniosa entre as pessoas que frequentavam aquele lugar e os espíritos locais, assim, antes de me retirar fiz questão de recolher o lixo e limpar o local.
Na terceira visita, levei fubá e fumo como oferenda aos espíritos nativos para apaziguar a situação, e pedi a eles permissão. Algum tempo depois senti conforto e me sentei as raízes da Saboneteira. Depois de relaxar, senti dormência em todo meu corpo, senti meus membros inferiores se fundirem as raízes e logo comecei a sentir a árvore em sua plenitude. As raízes se comunicando com sua imensa rede de rizosfera, cheia de fungos e bactérias simbióticas; sua respiração através dos estômatos contidos em cada folha. Senti e tive consciência das orquídeas, bromélias e liquens que em conjunto estavam ali, se comunicando. Foi uma sensação incrível, apesar do grau de dificuldade inicial.

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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por Cunobelinos em Qui Mar 03, 2016 7:08 am

Hugo Cezar F. Gondim escreveu:Boa Noite.

Ainda não realizei o ritual de consagração do Slatta Druwidos, mas construí minha liturgia ritual para a ocasião. Planejo realizar o rito depois de Lughnasadh, quando é propícia a colheita de algo que foi feito ou plantado. Enviei para o Wallace, e sob a orientação dele, pediu para que compartilhasse com os/as demais colegas do fórum. É uma liturgia ritual que realizo e reinvento com o tempo da prática druídica no dia a dia, principalmente como um druida solitário. Eu adaptei liturgias de diversos grupos e autores, e a partir do que já realizo nos festivais sazonais, construí minha consagração do Slatta Druwidos. Isso não quer dizer que você tenham de concordar ou comprar a ideia, já que o druidismo possibilita liturgias diversas, pessoais e intuitivas, dependendo de cada um. Esta é uma característica do druidismo que me agrada: poder construir meu próprio ritual. E espero que você possa se interessar pela leitura e possa, caso queira, se utilizar dela da melhor forma possível. Vão constar o passo a passo do rito de consagração que irei realizar. No mais li as experiência positivas dos colegas acima, e realmente fiquei encantado. Estou ansioso por colocar em prática a liturgia que segue abaixo. Um abraço!

Ritual de Consagração do Slattâ Druwidos


Preparação

1. Construído/Reformando o Slattâ Druwidos a partir da madeira do Angico-Branco e enfeites/símbolos, deve-se preparar o dia e o local marcado para o ritual de consagração, as roupagens adequadas, os material necessários, adornos pessoais, oferendas, aspectos do altar, dentre outros detalhes. Banhar o centro de Sol e Lua. Realizar descanso antes do ritual.

Lista de afazeres:

2. No dia marcado, pela manhã e em jejum, deverá ser feito um banho de higienização pessoal e purificação espiritual com o Angico Branco anteriormente ao rito. Lembrando sempre que nesse processo é necessário mentalizar os objetivos rituais.

Banho:

Na noite anterior ao ritual, utilizar folhas e/ou flores do Angico Branco colhidas com respeito, mergulhando-as em água limpa fervida. Com a infusão, na manhã do dia seguinte, banhar-se do colo para baixo, mentalizando sua conexão externa com a árvore. Mentalize o poder cicatrizante, depurador, anti-inflamatório e hemostático do Angico Branco curando o ser, livrando-o das doenças, feridas e inflamações nos três níveis: corpo, mente e alma.

3. Preparar e tomar o chá de cascas de Angico-Branco anteriormente ao ritual, para que ajude na concentração dos objetivos e para conectar-se a arvore escolhida, ingerindo sua força vital através de uma infusão, tornando-se um só com ela.

Chá de Angico-Branco:

Com água fervente, colocar 9 pedaços pequenos de casca de Angico-Branco. Deixe descansar e esfriar por alguns minutos. Adoce com mel, já que as abelhas se atraem pelas flores brancas dessa árvore. Ao ingerir tal chá, mentalize sua energia vital se conectando com o seu interior. O poder digestivo, depurador, expectorante e antialérgico são mentalizados adentrando e curando os três níveis do ser: corpo, mente e alma.


Meditação

Deve-se retomar a meditação feita no dia da colheita, meditação do qual foi disponibilizado no material do Ramo de Carvalho. Você escolheu o Angico Branco e com as folhas, flores, cascas e levou para seu altar e seu corpo, consagrando e honrando o espírito da árvore. Sente-se confortavelmente, inspire 3 vezes profundamente e relaxe a mente. Retorne ao bosque sagrado e encontre o Angico Branco, se conectando a Terra e se tornando novamente um com ele. Agradeça sua presença, conhecimentos e bênçãos, e assim pode começar a realizar as ações rituais.

Permissão

Em respeito aos ancestrais locais, peça a permissão para iniciar o ritual. Projetando seus pensamentos a eles, diga:

“Ancestrais locais,
Espíritos guardiões da terra,
Seres que a habitam,
Honrados sejam.

Peço sua permissão e bênção,
Para dar inicio a este ritual
De consagração de meu cetro druídico
E conexão com o Angico Branco.

Dedico em seu nome
Este mel e este tabaco
Em lembrança de vós
Ancestrais dessa Terra.”

Oferta: Mel e Tabaco.

Inspiração

Invocar 9 vezes a Awen, em forma de mantra batendo levemente 3 vezes consecutivas no tambor, dizendo primeiramente:

“Os três raios de cálida luz descem do céu sobre o meu corpo, minha mente
e minha alma.
Os três raios de cálida luz descem do céu sobre meu pensamento, minha
voz e meu gesto.
Os três raios de cálida luz descem do céu sobre minha cabeça, minhas mãos
e meu coração.
Por nove vezes, os três raios de cálida luz descem do céu, vinde!”

* Á-U-EM *

Direções

Se voltar a cada direção e saudar, apelando para que a paz emane para todas por nove vezes na eternidade, como Morrighan fez no fim da batalha de Moytura. Coloque cada objeto em seu lugar e direção (Espada, Lança, Caldeirão e Pedra), delimitando o espaço sagrado, o Nemeton, os portais do Outro Mundo se abrindo. Por fim, saúde a centralidade do espaço druídico criado.

Leste

“No Leste está Espada Incansável de Nuada
da qual nenhum guerreiro inimigo escapa.
Saúdo a direção de onde provém toda prosperidade e riqueza
Paz até os céus por nove vezes na eternidade.”



Sul

“No Sul está a Lança Flamejante de Lugh
Incontrolável quando avistava o alvo.
Saúdo a direção de onde provém toda a música e eloqüência,
Paz até os céus por nove vezes na eternidade.”

Oeste

“No Oeste está o Caldeirão Insecável de Dagda
que a todos alimenta, cura e satisfaz.
Saúdo a direção de onde provém todo conhecimento e sabedoria,
Paz até os céus por nove vezes na eternidade.”

Norte

“No Norte está a Pedra do Destino,
que anuncia quando um verdadeiro rei.
Saúdo a direção de onde provém toda batalha e heroísmo,
Paz até os céus por nove vezes na eternidade.”

Centralidade

“Aqui fazem-se presentes os poderosos e inestimados
tesouros mágicos dos Tuatha de Danann.
Saúdo a centralidade de onde provém toda realeza e primor,
Paz até os céus por nove vezes na eternidade.”

Tríades

Recitar ou cantar as nove tríades abaixo para se conectar ao conhecimento ancestral contido nelas. Em cada uma delas respire fundo, enchendo os pulmões e diga as palavras para estabelecer o contato e ouvir com atenção. No fim, acender 3 velas, que serão as luzes que reluzirão todas essas palavras antigas em seu ritual.

“São três as qualidades dos homens:
Honrar os deuses;
Não fazer nada de mal;
Praticar a bravura.”


“São três as fontes do conhecimento:
O pensamento;
A intuição;
O aprendizado.”

“São três as coisas nas quais nunca devemos desviar:
Os juramentos;
Os deuses;
A verdade.”

“São três as coisas tão rápidas uma como a outra:
O relâmpago;
O pensamento;
O auxílio dos Deuses.”

“São três as razões para suplicar aos Deuses:
Porque isto é um prazer para mim;
Para ser um amigo dos Sábios;
E porque minha alma é imortal.”

“São três as coisas obtidas pelos que ouvem os Deuses:
Iluminação;
Sabedoria;
Clareza.”

“São três os fundamentos da espiritualidade:
A lareira como altar;
O trabalho como adoração;
O serviço como sacramento.”

“São três os recursos da humanidade:
A inteligência;
O amor;
A oração.”

“São três velas que iluminam qualquer escuridão:
O conhecimento;
A natureza;
As verdade.”

Ação: acender 3 velas.

Oração

Com o Ramo de Prata, cantar a oração abaixo:


O SAGRADO TRÊS
MINHA FORTALEZA SEJAS
CIRCUNTANDO-ME
VINDE E FICAI EM VOLTA
O MEU LAR E MINHA MORADA


Invocação

“Nove vezes as ondas quebram no oceano
Nove vezes eu clamo

Pelos senhores e musas dos Mares
Pelos nossos protetores nos altos Céus
Pelos que nos nutrem e firmam na Terra
Nove vezes as ondas quebram no oceano
Nove vezes pelos deuses e deusas clamo

Por quem ousou conhecer e saber
Por quem teve dúvida em seus caminhos
Por quem tem o fogo na cabeça
Nove vezes as ondas quebram no oceano
Nove vezes pelos sábios e inspirados clamo.

Por aqueles que aqui viveram antes de mim
Por aqueles que trouxeram essa sabedoria até mim
Por aqueles que deram origem a mim
Nove vezes as ondas quebram no oceano
Nove vezes pelos meus ancestrais clamo.

Nove vezes as ondas quebram no oceano
Nove vezes eu clamo”



Bosque

Colocar as folhas/bolotas de Carvalho no altar e dizer:

“Habilidade de um Artífice, o Trabalho Bem Feito, a Árvore Mais Exaltada, o Carvalho, movendo-se rapidamente, diante dele estremecem céus e terras. Carvalho peço o teu auxílio no bosque, através do raio. Dentre todas as árvores, é tu a mais resistente e forte. Esteja comigo mesmo na tempestade mais desoladora.”

Colocar as folhas/cascas/pinhas do Pinheiro no altar e dizer:

“Grito mais alto, Início da Resposta, Início do Chamado, Famosos são os pinheiros que fazem música para mim. Pinheiro eu peço teu auxílio no bosque, através do vento. Dentre todas as árvores, é tu a mais bela no alto monte. Esteja comigo mesmo no inverno mais torrencial.”

Colocar as folhas/galhos/flores do Angico Branco no altar e dizer:

“Farinha Branca Seca, Guirlanda de Anteras Serpenteadas, Fantasma na Floresta, o Angico Branco é delicado e gracioso como um conselho do Outro Mundo. Angico Branco eu peço teu auxílio no bosque, através da terra. Dentre todas as árvores, é tu a mais branca e destacada. Esteja comigo mesmo na queimada mais violenta.”

Declaração

Na presença do meu povo
Na presença dos deuses e deusas
Na presença dos sábios e inspirados
Na presença dos meus ancestrais
Em contemplação no bosque
Diante a imensa generosidade do Universo
E sendo grato pela minha parte
Eu vos saúdo e peço bênçãos e proteção
Declaro o início do rito de consagração
De um objeto muito importante para mim
Aqui ele está, meu cetro druídico.
Honra ao Angico Branco.

Ação: colocar o cetro diante o altar.

Purificação do Objeto

Material: Vela e Água

Passando o fogo com cuidado pelo objeto, levando seu calor para a madeira, diga:

“O fogo purifica! O fogo destrói! O fogo transforma! O fogo queima e livra esse cetro de druida do mal, da ignorância e dos vícios!”

Espargindo água com cuidado pelo objeto, levando seu frescor para a madeira, diga:

“Água límpida, sanativa, incessante e verdadeira. Água que flui das nascentes do mundo. Eu lavo esse cetro de druida nos nove raios do sol, como a mãe lavou seu filho em suas tristes lágrimas.”

Ação Ritual

Erguer o objeto e dizer o seu propósito:

“Este é o Cetro de Druida que servirá de apoio entre os mundos. Essa madeira será meu centro de onde vem meu alimento, e eu serei para ela uma folha no alto céu e uma raiz no mais profundo da terra. Servirá para meu trabalho espiritual, de agora em diante. Eu selo um compromisso com o Angico Branco e com o bosque. Sua presença será respeitada e honrada, como um guia dessas terras. Madeira forte e leve, fibrosa e branca, tu será minha viga de construção. O mel produzido de suas flores adoçará tudo que tocar. As doenças e feridas externas e internas cicatrizará em meu trabalho. Serei como tu, branco e distinto no bosque e tu me ensinará a ser exuberante, forte e alto, mesmo com folhas tão pequeninas e flores tão delicadas. Em ti amarro o couro da vaca, onde amarro as flores, amarro a coruja, amarro os nove poderes, amarro também o poder do três, amarro sem dúvida os três raios, amarro o rei dos bosques, amarro metal, amarro o mar e as ondas, amarro em ti meus melhores pensamentos.”

Consagração do Objeto

Material: Vela e Água

Espargindo água com cuidado pelo objeto, levando seu frescor para a madeira, diga:

“Quando o vento leste é constante, a força da onda cresce. Vai para o ocidente, passando sobre esse cetro de druida. Indo para a terra do poente, além dos mares verdejantes. Sempre quer ir para o Ocidente, passando novamente sobre ele.”

Passando o fogo com cuidado pelo objeto, levando seu calor para a madeira, diga:

“O fogo que forma as belezas enche esse objeto de luz, vida e poder. O amor está na sua aparência, a benevolência em sua função, o orvalho do mel em sua ação, a sua respiração é como o incenso.”

Encerramento

"Na presença do meu povo,
desde o começo da vida,
na visão dos deuses
e dos não-deuses,
Em homenagem à imensa generosidade do universo,
Eu agradeço pela minha parte."

"Dou por encerrado este ritual."

/|\ Awen

Boa noite, Hugo, desculpe a demora.
Gostaria de, antes de tudo, parabeniza-lo pela bela liturgia. Não apenas muito bonita, mas também maravilhosamente eficaz, com uma boa construção baseada nas diversas tradições druídicas e uma dose saudável de sua própria Awen. Realmente, um belo trabalho.
Agora um comentário:

Foi muito inteligente o uso do chá de Angico-Branco, que é a mesma madeira do qual a sua Slattâ é feita. Porém, para pessoas que possam querer seguir o seu exemplo, é sempre importante fazer como você, e conhecer as propriedades da madeira e árvore utilizadas, afinal, nem todas são seguras. Portanto, Hugo, você agiu corretamente, mas qualquer pessoa interessada em uma prática semelhante, deverá conhecer muito bem a madeira e fazer uma pesquisa botânica sobre a toxidade da erva utilizada.

A liturgia está belíssima; eu gostaria de fazer algumas considerações sobre a evolução dela, mas elas ficarão claras ao longo do curso, então não se preocupe com isso agora Wink

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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por Cunobelinos em Qua Mar 09, 2016 4:37 am

Adriano Lobo escreveu:Excelente tarde a todos.

A meditação foi inusitada.
Já é de costume fazer meditação no seio da Natureza. Ficou mais fácil ainda, já que moro na roça e tenho em meu quintal a presença e benção de várias Arvores, Arbustos, Flores e todos os tipos de Irmãos que aqui habitam ou visitam.
Costumo tomar um banho de ervas e fazer uma conexão através de pequenas orações antes de qualquer atividade.
Segui para o quintal, e fui andando perto da Árvores mais antigas da casa. Logo senti atração justamente pelo Pé de Jamelão que fora “morto” pelo antigo proprietário.
Dispensei o chamado, por achar um tanto estranho, um tronco enraizado, isento de folhagem sinalizar no meu íntimo. Fui adiante. Passei pela Cajazeira, Amendoeira, Graviola, Bananeiras (várias por sinal), Jabuticabeira...Depois de refazer o percurso, retornei à Jabuticabeira e novamente senti o chamado. Todas as Árvores que toquei, compartilharam impressão, mas, a Jabuticaba, carecia de uma certa comunicação mais profunda. Anda fiquei observando aquele enorme tronco “sem vida verde”, tentando entender que tipo de conexão iria ter com ele.
Me sentei em frente a ela e relaxei.
Fui ficando leve e com a sensação de estar levitando. Me sentia desfragmentando, me desfazendo do meu eu físico, me tornando energia desforme. Logo senti meus pés mais fixos no solo quente e úmido. Nesse momento, fiquei desconfortável, pois qualquer sensação que me traga ao estado de calor, me desalinha totalmente. Bem, foi rápido esse momento quente. Logo senti o solo mais fresco... Olhei com a mente e me vi o que seria meus pés, raízes fortes, buscando a mais profunda escuridão. Estava me transformando na Jabuticabeira. Fui tomando a forma que ia além do tronco decapitado. Cresci até criar as folhas, copar e expandir no que poderia ter sido aquela majestade.
Me senti pleno junto com ela... Agradeci a experiência, Reverenciei e gratifiquei este Ser tão frondoso que foi um dia.
O chamado aconteceu justamente para me fazer sentir a vida que ainda pulsa ali. A esperança da Vida, foi o sentido do nosso reencontro.
/|\

Muito bom, Adriano. Bastante proveitosa essa sua facilidade de se desfragmentar do seu ser, pois é algo que pode facilitar muito em futuros exercícios. Mas o exercício foi realizado com bastante maestria, desde a escolha da árvore, até o aprofundamento e a desfragmentação do ser para a imersão no ser a árvore.
Só posso parabeniza-lo Smile
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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por Cunobelinos em Qui Mar 10, 2016 4:59 am

Ariana Mauricio escreveu:Gente, fiz a meditação indoor. Estamos no inverno aqui na Irlanda e se não bastasse o frio, o ventinho de 90 km/h quase todo dia nesse inverno não agrega muito valor nas caminhadas ao ar livre. hehehehe =p

Bom, eu visualizei uma árvore que é centro das atenções em Wicklow, nas montanhas aqui pertinho. Me vi caminhando pela trilha que leva até ela, parando em frente ao lago de Glendalough. Ali comecei a meditar e a esvaziar a mente e iniciei o processo de visualização para me tornar árvore. Entretanto, fui parar no topo de alguma colina, com uma única árvore.

Ao começar a me transformar em árvore eu senti meu corpo retorcer em espiral, minhas pernas desceram profundamente e os meus cabelos esticaram até o céu (parecia rapunzel). Apesar de ser de dia quando cheguei na colina, no momento que virei árvore meus cabelos se conectaram a lua (uma luz prateada descia e meus cabelos ficaram meio que brancos).

Continuei girando em espiral durante o processo até que fui voltando ao normal, retornei para colina, agradeci a árvore e despertei (não voltei para a paisagem do lago novamente).

Vou postar o exercício da terceira aula em breve.
=**

Não se preocupe, Ariana, em casos como o seu e da Ana Cristina Dornelles Dworak, que estão em países saindo de invernos rigorosos, não há problema nenhum. O seu procedimento foi apropriado, de fazer a meditação relativa a uma árvore real, mesmo que não pudesse estar junto a ela. Bastante interessante a sua reação. Eu acredito que seria útil pensar no tipo de árvore que se tornou. As pernas e pés como raízes são parte básica do exercício, mas os cabelos como vegetação e galhos envolve uma imersão e entendimento maior (pois os cabelos correspondem às coberturas vegetais no Dúile), o que só me faz pensar que seu aprofundamento foi muito grande com a doutrina druídica inerente à terra.
Parabéns Smile
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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por Cunobelinos em Sex Abr 15, 2016 4:40 am

Fah Gimenes escreveu:Salve a todos!
Peço desculpas por postar minhas respostas de exercícios em atraso!

Fiz a minha meditação em uma mata mais fechada que tem na cidade...
Como ja dividi em aula, minha impressão sobre a meditação foi muito boa, agradável, senti uma paz interior que não saberia explicar com palavras.
No entanto pretendo pratica-la pois a mim faltou a visualização, entretanto me foi gratificante! A conexão com as raízes foram o que mais me marcou, pela sutileza e força da energia que senti nos meus pés.

------------------------------------------
Slatta Druwidos*

Eu farei. Eu desejo ter a  Slatta Druwidos* no entanto já caminhei em alguns lugares em busca da ''madeira'' pois não gostaria de retirar de uma arvore (coisa que farei somente se não encontrar um pedaço de madeira que me chame a atenção).

Ou seja, sim! Estou caminhando sem ''ermo'' de certa forma em busca de um pedaço de madeira que me atraia..(rs) parece doido eu sei, mas acredito nesse processo e o reconheço melhor para mim, já que confio no fluxo das energias... a visualizo como  uma madeira lisa ..clara possivelmente, na qual tenho pretensões de entalhar por pirografia alguns simbolos que me agradam e leio bem suas energias moduladoras e invocatórias!

Assumo que estou ansiosa por faze-lo, mas até mesmo a espera vejo como ensinamento.
"Ao nos encontrarmos e a  Slatta Druwidos ficar pronta, com prazer divido fotos com todos."


Bençãos Plenas! /|\
Fah Gimenes

Olá, Fah, tudo bem? Desculpe a demora!

Sim, muito boa a descrição; pelo que dividiu conosco em aula, eu percebo que tem bastante facilidade de imersão. Fico curioso para conhecer o resultado de suas próximas vivências.

Sobre a Slattâ:

Eu creio que você já encontrou a madeira escolhida. Mas caso não tenha, eis algumas dicas: retirar da árvore realmente não é o melhor modo. Se for necessário fazê-lo, sempre deixe alguma compensação para a árvore, como uma fruta (vira matéria orgânica), cristal ou mesmo água. Madeira caída é sempre melhor, mas se parecer que ela caiu há muito tempo, pode não ser bom também, pois a energia da árvore já teria sido dispersada. Madeira caída depois de uma tempestade (a chamada 'Madeira de Taranus') é a energeticamente mais forte, mas por vezes mais difícil de manusear e lidar.

Mas ainda estou ansioso pelos seus relatos quando a encontrar Smile
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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por Cunobelinos em Sex Abr 15, 2016 4:53 am

Thiago Widugenos escreveu:    Primeiramente gostaria de deixar claro que talvez minha experiência, por se tratar de uma gnose pessoal, está sujeita à minha percepção e compreensão do meu relato.
   Bom, eu escolhi um bosque que fica em um município no entorno de minha cidade. Escolhi tal lugar pois existe uma Saboneteira (Sapindus saponaria) que parecia me chamar.
   Logo me pus na tentativa de meditar, mas algo me agonizava, me senti ruim, como se algo agressivo tornava o local "pesado".
   Comecei a notar muito lixo no entorno durante a segunda visita em uma outra tentativa, e em minha percepção, entendi que essa agressividade poderia ser decorrente de uma relação não harmoniosa entre as pessoas que frequentavam aquele lugar e os espíritos locais, assim, antes de me retirar fiz questão de recolher o lixo e limpar o local.
   Na terceira visita, levei fubá e fumo como oferenda aos espíritos nativos para apaziguar a situação, e pedi a eles permissão. Algum tempo depois senti conforto e me sentei as raízes da Saboneteira. Depois de relaxar, senti dormência em todo meu corpo, senti meus membros inferiores se fundirem as raízes e logo comecei a sentir a árvore em sua plenitude. As raízes se comunicando com sua imensa rede de rizosfera, cheia de fungos e bactérias simbióticas; sua respiração através dos estômatos contidos em cada folha. Senti e tive consciência das orquídeas, bromélias e liquens que em conjunto estavam ali, se comunicando. Foi uma sensação incrível, apesar do grau de dificuldade inicial.

Boa noite, Thiago! Desculpe a demora!

Antes de tudo, Thiago, sua percepção provavelmente está correta; a relação das pessoas com o seu meio se reflete em ambos os lados. Quando a relação das pessoas com o lugar não é harmônica ou respeitosa, ela se reflete no lugar em si, e posteriormente, isso se reflete nas sensações das pessoas presentes ao local. Resumindo, como possivelmente a relação dos frequentadores com o local não tem sido totalmente respeitosa, o local reflete essa sensação nas pessoas que o frequentam. Mas sua atitude foi correta, em entrar em trégua com os entes do local.

Quanto à meditação em si, não há o que dizer, além do fato de ter sido plenamente bem-sucedida. Parabéns!
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Segunda Aula, O Slattâ Druwidos

Mensagem por Robert Wagner Allaron em Sex Maio 20, 2016 9:47 pm

O meu Slattâ Druwidos que fiz através de passeios pela floresta perto de onde moro, fui aos poucos recolhendo o que a Natureza me dava e depois juntei com folhas de alecrim e alfazema e que foram preparadas, desse modo consegui criar também uma espécie de Totem que me traz a presença do Deus Cornífero sempre que caminho nas florestas de Sepetiba.
Agradeço a todos.
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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por Cunobelinos em Ter Maio 31, 2016 9:39 pm

Robert Wagner Allaron escreveu:O meu Slattâ Druwidos que fiz através de passeios pela floresta perto de onde moro, fui aos poucos recolhendo o que a Natureza me dava e depois juntei com folhas de alecrim e alfazema e que foram preparadas, desse modo consegui criar também uma espécie de Totem que me traz a presença do Deus Cornífero sempre que caminho nas florestas de Sepetiba.
Agradeço a todos.

Muito bom, Wagner, a combinação de elementos da natureza ajuda a potencializar o potencial da Slattâ em contato com os entes do mundo natural. A escolha das folhas de alecrim e alfazema foi bastante fortuita, pois elas possuem propriedades que potencializam a meditação. Você me perguntou sobre como postar fotos aqui. É meio complicado, mas você clica no ícone 'Hospedar uma Imagem' na barra de ferramentas acima, e ali incluir a imagem diretamente do seu computador; se ela ainda não surgir, pegue o link de hospedagem e o cole após abrir o ícone 'Inserir uma Imagem'.
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O Slattâ Druwidos

Mensagem por Robert Wagner Allaron em Seg Fev 20, 2017 4:49 pm




Segue as fotos do Slattâ Druwidos que consegui fazer através do processo descrito anteriormente.
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Re: Messus: Segunda Aula

Mensagem por Cunobelinos em Sab Mar 11, 2017 6:25 am

Robert Wagner Allaron escreveu:


Segue as fotos do Slattâ Druwidos que consegui fazer através do processo descrito anteriormente.

Muito bom, Robert. Gosto principalmente do detalhe dos nós e da escolha da corda, além do belo galho de duas pontas. Achei um trabalho muito bonito e se foi criado através do processo descrito, deve ser bastante eficiente.

Parabéns!
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